A religião e as doutrinas

Todos os cristãos reconhecem que a bíblia foi escrita por homens inspirados por Deus, nisto tanto os católicos quanto os protestantes concordam. Mas, será que dentro da religião cristã todos os líderes religiosos são inspirados por Deus? É claro que não, nisto também todos concordamos, porque: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”. (Eclesiastes 7: 20). “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal”. (Tiago 3: 8). Mesmo sabendo disto infelizmente é um fato bastante comum os católicos acreditarem e obedecerem aos seus sacerdotes mesmo quando estes pregam práticas que, de acordo com a bíblia, são abominações ao Senhor. Os fiéis não fazem isto por mal, mas por engano, e como vimos antes o engano é gerado pela mentira que não é combatida pelo conhecimento da verdade presente na palavra de Deus. Provavelmente alguns dos católicos que lerem este texto falarão que isto não acontece de forma nenhuma, que não são enganados. Bom, falar é fácil, só que, felizmente neste caso, provar a desobediência dentro da igreja católica é ainda mais fácil, basta abrir a bíblia.

Quem nunca viu ou ouviu falar de algum padre que tenha movimentado os fiéis para conduzir uma procissão em homenagem a algum santo? O engano se generalizou de tal forma que muitos católicos nem sequer sabem que este tipo de coisa é heresia, pois, como é de conhecimento público, a maioria não lê a bíblia. Sobre isto está escrito: “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar”. (Isaías 45: 20). Neste versículo vemos que os que escapam das nações (ímpios) são chamados para se congregarem, e são ensinados que quem conduz imagens em procissão e roga para aqueles que não salvam, não sabem de nada. Não saber de nada implica também em não conhecer a palavra de Deus.

O povo hebreu, cansado de esperar, fez com suas próprias mãos uma imagem que para eles, em sua ignorância, representava Deus, Aquele que os tirou do Egito. “E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito”. (Êxodo 23: 4). Provavelmente não fizeram isto por mal, apenas precisavam ver para crer, uma atitude comum aos quem não tem fé. Ao fazer a imagem que representasse Deus logicamente acabaram por fazer algo que não era Deus, construíram então a imagem não do Criador, mas de uma criatura, transformando a verdade de Deus em mentira. Assim acontece hoje. Cansados de esperar a volta de Jesus e munidos de pouca fé, os homens de hoje passaram a adorar a si mesmos, honram (com procissões e festas) e servem (louvando e exaltando) mais a criatura do que O Criador. “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”. (Romanos 1: 25).

É triste ter que admitir a possibilidade de que práticas como as procissões e festas em homenagem aos santos mortos não passem de quermesses disfarçadas, um meio alegórico e divertido, criado pelas igrejas, para levantar fundos e atrair ainda mais fiéis, aumentando assim o engano entre os homens. É certo que todo este empenho festivo é abominado por Deus já que não e para Ele. Certamente isto O lembra o povo hebreu no deserto, que festejava ao redor de um deus criado por suas próprias mãos, escolhido e levantado pelo próprio povo para adoração. Todo o nosso empenho em homenagear deve ser somente para com Deus, o santo dos santos, a Quem pertence todo o,louvor, toda aça de graças, toda honra e toda a glória. “E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. (Apocalipse 5: 13).

É justamente por isso que Deus fala para não confiar no homem, ainda que este homem tenha vivido em santidade, pois quem é santo, o é porque confiou no Senhor em vez de num santo qualquer. Deus é o Santo dos santos e somente na palavra Dele devemos confiar. “É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem”. (Salmos 118: 8).

Dos católicos que realmente lêem a bíblia, alguns provavelmente não se incomodam mais com o engano, pois nada fazem para tentar desfazê-lo. Outros, os que se incomodam, procuram uma religião com menos engano, onde a bíblia seja um livro de uso obrigatório durante a pregação, para que tudo aquilo que for dito pelo sacerdote possa ser comprovado na Palavra, evitando assim o engano.

Vemos que não conhecer as escrituras e não confiar no poder de Deus é o pior erro do cristão, pois deste derivam todos os outros. “Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mateus 22: 29 e Marcos12: 24). Isto porque aquele que não conhece a Palavra não pode saber se está sendo enganado, e aquele que não conhece o poder de Deus acaba confiando no homem e no “poder” de falsos deuses.
Se todo cristão lesse a bíblia e a comparasse com o que sua religião prega, este capítulo sobre o engano não precisaria ter sido escrito. Todavia o engano é fato presente no cristianismo e este engano é tão grande que faz com que o cristão ache que não necessita conhecer a palavra de Deus, basta prestar atenção ao que diz a religião. A bíblia para muitos é um opcional, um artigo desnecessário. É triste o fato de muitos cristãos usarem este sagrado livro apenas como ornamento, deixando-a aberta em suas casas, numa mesa bem visível da sala de visitas para mostrar ao mundo que conhecem Deus. Assim agem os hipócritas e o engano está neles. “A tua habitação está no meio do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o SENHOR” (Jeremias 9: 6). Este versículo se refere a tudo aquilo que entra na sua casa e toma o lugar de Deus na sua vida, como a televisão que negligencia o espírito do homem, pois só serve para alimentar os desejos da carne. Pouquíssimos são os programas cristãos que visam alimentar o nosso espírito. O versículo acima diz que pelo engano nos recusamos a conhecer o Senhor. Vemos isto nitidamente quando passamos horas diante da TV e não dedicamos tempo nenhum à leitura da Palavra de Deus.

Existe uma comparação muito interessante que ouvi certo dia, me disseram que a vida é como um navio, que Jesus é como um colete salva-vidas e que a bíblia é o guia de instruções que ensina a usar o colete. Mesmo ciente do risco de morte ninguém gosta de andar com o salva-vidas o tempo todo, alegando que ele incomoda, que é desconfortável, e que com ele dá para fazer tudo que se deseja, pois ele lhe deixa preso. Todos sabem que o salva-vidas é a melhor forma de ficarem a salvo, que é a única garantia de segurança que possuem no caso de afundamento do barco. Ele é dado gratuitamente para todos, mas ninguém nunca crê que realmente irá precisar dele. Sabem que ele existe, mas somente poucos procuram saber onde ele está e quase ninguém o carrega consigo a todo instante. Os poucos que fazem isto são ridicularizados, tidos como loucos. Contudo, há aqueles que percebem a importância do salva-vidas e descobrem que ele incomoda apenas no início, e que se o usarem freqüentemente acabam se acostumando com ele ao ponto de nem perceberem que o estão usando.

O homem é facilmente enganado e, muitas vezes, engana a si mesmo, entretanto, nunca poderá enganar a Deus, pois: “O Senhor esquadrinha nosso coração e entende toda imaginação do pensamento”. (1 Crônicas 28: 9). O engano torna comum o fato de andarmos no caminho errado pensando ser o certo e o mais irônico disso tudo é que mesmo sabendo que se engana o homem tende a achar que está sempre certo: “Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o SENHOR sonda os corações” (Provérbios 21: 2). Por sondar os corações Deus sabe quem está sendo enganado inocentemente e quem está se enganando propositadamente. Não é difícil o homem enganar aos outros e a si mesmo de propósito, pois conforme Deus disse:  “O coração do homem é enganoso e perverso”. (Jeremias 17: 9).

Todo cristão sabe que a “carne” é facilmente corrompida e, mesmo assim, a alimenta mais do que ao espírito. Isto indica que mesmo ciente do erro o homem erra e com isso a tão famosa inteligência humana fica negligenciada, como diz o dito popular: “Errar é humano, mas permanecer no erro é burrice!”. Para fugir do engano é necessário alimentar o espírito com a palavra de Deus, que nos guia através de uma coisa que todos conhecem, mas poucos valorizam:  a nossa consciência. Com isso, nos tornamos inimigos de nós mesmos. Tornamos-nos responsáveis diretos por nosso próprio fracasso ou por nossa própria infelicidade. O engano se dá pela falta de conhecimento da Palavra de Deus.

Se alguém se alegra com os desejos da sua alma e de sua carne este é impuro e não conhece a Deus. “Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR. Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus” (Salmos 10: 3e4). Isto acontece porque normalmente nossas escolhas e decisões são tomadas sem consultar Deus e com isso nos tornamos inimigos de nós mesmos, nos tornamos responsáveis por nosso próprio fracasso e infelicidade. Se nossas escolhas não são fundadas em algo sólido como “a rocha” (Jesus Cristo) certamente estaremos fadados ao engano, e é desse engano que vem o pecado.

Não é novidade que somos falhos e é por isso que devemos vigiar nossos impulsos e nossas decisões. Para fugir do engano é necessário conhecer a bíblia, pois ela é o único livro que contém a divina orientação aos homens, o único com todas as informações irrelevantes para os cristãos. Todos os outros que possam existir com a finalidade de informar ou orientar sobre o cristianismo, inclusive este, são, ou pelo menos devem ser, estudos inspirados e baseados nela. Ela é o fundamento e a essência para tudo relacionado à religião cristã, pois contém a própria Palavra de Deus, e como tal é a verdade, imutável e inquestionável. Ainda que você não creia em Deus, a bíblia continua sendo, sem dúvida, o melhor guia para a conduta humana. Sendo assim, principal erro do cristão é não conhecê-la e conhecer a bíblia não significa somente lê-la, mas principalmente estudá-la, senti-la em seu coração para que seus ensinamentos se tornem parte de você.
O engano conduz o homem ao erro e à ilusão de que para viver intensamente é preciso pecar. Enquanto alguém está apaixonado pelo pecado não percebe o engano, enquanto a paixão pelos prazeres do mundo dominar esta pessoa ela nunca conhecerá a verdade, pois será escravo de suas paixões e suas paixões escravas do pecado, gerando assim o engano. O homem que ama o pecado não se vê em pecado, nem percebe o engano, assim como aquele que se apaixona por uma prostituta não a deixa, pois tomado por sua paixão não vê o pecado nela. Jesus disse: “Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á”. (Mateus 10: 39). “Achar sua vida” significa viver de acordo com a concupiscência de sua carne, ou seja, viver aproveitando sua vida ao máximo sem se separar do pecado. Traduzindo, a primeira parte deste versículo diz que aquele que viver pela carne (pecado) perderá sua vida, ou seja, toda sua vida será em vão e este morrerá sem ser salvo. A segunda parte diz que aquele que viver por amor a Jesus, ou seja, viver pelo espírito, em santidade, encontrará sua vida (eterna).

O pecador desconhece que é possível aproveitar a vida, como a mesma diversão, a mesma alegria, a mesma emoção (ou até maior), sem pecar. É possível dançar, paquerar e se divertir sem precisar se embebedar. É possível ter prazer com outra pessoa sem ter sexo. Na realidade o álcool e o sexo camuflam os verdadeiros prazeres com os falsos, fazem com que os prazeres físicos sejam mais apelativos do que os espirituais e é aí que está o engano do pecado, pois o pecador se torna escravo destes vícios e, como dito antes, não vê o pecado neles já que se apaixona por eles, sofrendo enganos por meio disto.

Além daqueles que não conseguem ver o pecado e o engano em que vivem, há aqueles que conseguem vê-los, porem não conseguem se livrar deles, não mais por estarem apaixonados, mas porque suas paixões já os escravizaram. Estas pessoas se tornaram dependentes químicos ou psicológicos de coisas como o álcool, o sexo e até mesmo a religião, como é o caso dos cristãos que se apaixonaram por doutrinas que de acordo com a bíblia são pecaminosas e enganosas, a exemplo da adoração à imagens (idolatria), engano que  será abordado mais adiante. Existe ainda o pior tipo de pecador, que mesmo que veja o pecado e o engano, não se importa mais com eles porque um tomou o lugar de Deus e o outro o lugar da verdade. Como diz o dito popular: “O pior cego é aquele que não quer ver”.

Aquele que para dançar, paquerar e se divertir precisa de álcool logicamente é escravo do álcool, pois não se satisfaz sem ele. Assim acontece com o sexo, o pecador coloca o prazer de namorar todo em cima do sexo e sem ele não consegue verdadeiramente admirar e curtir a companheira que possui. Por isto é que os relacionamentos de hoje são cada vez mais fúteis, vazios e não duram. Estes se baseiam em valores que não preenchem o coração, pois não vem dos sentimentos, os quais são duradouros, mas apenas das emoções, as quais são passageiras (Este assunto é melhor dissertado no capítulo:  O pecado e a santidade).

Quanto mais conhecemos a bíblia mais nos tornamos conscientes dos nossos erros e pecados, o que é muito desconfortável para os que não desejam abrir mão dos vícios de suas vidas. De acordo com Jesus o homem vive em trevas e suas obras são más, somente o que crê Nele pode sair das trevas, pois Ele é a luz do mundo e as trevas não prevalecem contra ela. “Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más”. (João 12: 46 e 1: 5 e 3: 19). Por isto andar sem obedecer a Jesus é andar sem a luz, no escuro, e quem anda no escuro não sabe aonde vai. “Ainda por um pouco de tempo a luz está entre vós. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai”. (João 12: 35). A luz de Deus quando penetra no coração de uma pessoa a transforma, a faz perceber que antes era cega, pois estava em trevas. E guiarei os cegos por um caminho que não conhecem; fá-los-ei caminhar por veredas que não têm conhecido; tornarei as trevas em luz perante eles, e aplanados os caminhos escabrosos. Estas coisas lhes farei; e não os desampararei”. (Isaías 42: 16).

Jesus incomoda imensamente o que Nele não crê, sendo Ele luz e nós trevas, que comunhão teremos com Ele se não O imitarmos? O crente sabe que não deve se comparar nem se preocupar com o que pensa o descrente, pois este está em trevas, no escuro, e nada consegue enxergar. “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Corintios 6: 14).  O verdadeiro servo de Deus não é o que diz ter Jesus, mas o que O mostra ao mundo através de suas próprias ações e de sua vida. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade (1 João 1: 16). Esta é uma das maiores diferenças do católico para o protestante, o católico diz ter Jesus, mas não O traz para dentro de sua vida, não muda em nada os seus hábitos, pois acha que crer Nele significa apenas saber que Ele existe, que Ele está por aí em algum lugar. O protestante sabe que crer implica obrigatoriamente em obedecer, pois crer em Jesus é crê-lo como o seu Senhor e como tal deve ser obedecido.  “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gálatas 2: 20), imitar o filho de Deus é isso que torna também filhos Dele. Sei muito bem disso, fui católico por quase 30 anos. Sei que esta religião é muito cômoda, pois é complacente como o pecado e por isto não nos impede de viver da forma que quisermos, seguindo o caminho largo sem se preocupar se obedecemos rigorosamente a Deus ou não. De acordo com sua doutrina basta sermos bondosos, caridosos e adorarmos santos mortos para estarmos salvos, seguir com fervor o que Cristo disse fica em segundo plano, faz quem achar que deve, mas não é obrigatório. Infelizmente o católico não segue o que está escrito, mas o que lhe é dito. É fato mais que comprovado que a grande maioria dos católicos nunca leu a bíblia, ao contrario da grande maioria dos protestantes que já a leram pelo menos uma vez, embora muitos não só leram mais de uma, mas a estudam freqüentemente e sempre recorrem à ela, mais do que aos pastores, para esclarecer dúvidas ou encontrar saída para os problemas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *