Martinho Lutero: Um novo cristianismo

Martinho Lutero: Um novo cristianismo

Quem vive no século 21 costuma ter dificuldade para entender a obsessão dos antigos europeus com o fim do mundo. Para um ex-monge que viveu no século 16, porém, era difícil não acreditar que o Apocalipse estivesse chegando. Ele deixou isso claro ao comentar o livro do profeta Daniel – um dos textos bíblicos que preveem o fim do mundo. “Tudo aconteceu e está consumado”, escreveu Martinho Lutero por volta de 1530. “O Império Romano [o Sacro Império Romano-Germânico] está no fim, os turcos batem à porta, o esplendor do papismo se desvaneceu e o mundo está rachando por toda parte, como se fosse cair aos pedaços.”

Se ainda estivesse vivo, é possível que Lutero ficasse decepcionado com a demora para que o Apocalipse ocorresse. Mas ele não forçou tanto a barra ao afirmar que o fim estava próximo. Graças ao ex-monge alemão e a uma geração de reformadores religiosos, um mundo, pelo menos, já tinha acabado: aquele que, durante mais de 1100 anos, unira os cristãos do Ocidente. No lugar de uma só igreja, monolítica, dominada pela supremacia do papa em Roma, metade da Europa Ocidental foi sendo tomada por igrejas que consideravam a velha tradição católica como uma corrupção inaceitável dos ideais cristãos.

Esse desejo de renovação espiritual foi um dos pilares da Reforma Protestante. Mas como ela escapou de virar apenas outra “heresia” esmagada pela Igreja? O contexto histórico ajudou. Alguns camponeses, por exemplo, viram na Reforma a chance de corrigir injustiças do sistema feudal. Enquanto isso, no topo da sociedade européia, nobres sentiram que o grito dos reformadores era um ótimo pretexto para arrancar o poder de papas, cardeais e arcebispos. A mistura de intenções puras e objetivos interesseiros ajudou a Reforma a ir longe e redefiniu o mapa da Europa.

Tremor nas fundações

No começo do século 16, falar em “reforma” era conversa velha. Fazia centenas de anos que os intelectuais e místicos europeus malhavam a bagunça generalizada que parecia ter tomado conta da Igreja. “Na Idade Média, a palavra reformatio estava na boca de todos, assim como ocorre hoje com a palavra ‘democracia’. E se caracterizava pela mesma multiplicidade de significados”, diz o holandês Heiko Oberman, um dos grandes estudiosos da Reforma, no livro Luther: Man Between God and the Devil (“Lutero: o homem entre Deus e o Diabo”, inédito no Brasil).

Os críticos atacavam a vida de riqueza e decadência dos líderes católicos e ficavam exasperados com a maneira como os altos cargos da hierarquia eclesiástica (que muitas vezes eram acompanhados pela posse de ricos feudos) viravam moeda de troca política. Mas o hábito que provavelmente mais escandalizava os intelectuais era a venda de indulgências. Com doações à Santa Sé, os cristãos mais abastados podiam, através de rezas por encomenda, reduzir o tempo no Purgatório e agilizar sua ida ao Paraíso – era quase como comprar um lugar no céu.

Todos os defensores da tal reformatio, entretanto, queriam corrigir o cristianismo de dentro para fora. Quebrar a unidade da Igreja era algo quase impensável. “Havia dissidências, mas elas geralmente eram localizadas, excessivamente diversificadas e sem coordenação”, diz Euan Cameron, professor de Religião da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

Quem deu uma mãozinha para tornar o reformismo mais radical foi o Renascimento. Com o declínio da Idade Média na Europa, a filosofia e a arte da Antiguidade estavam sendo redescobertas por estudiosos. Isso incluía os pensadores do começo do cristianismo e o texto original da Bíblia. Era a primeira vez em muito tempo que os acadêmicos da Europa Ocidental tentavam ler os Evangelhos em grego ou o Antigo Testamento em hebraico, deixando de se guiar apenas pelas versões em latim preferidas pela Igreja. Os textos antigos faziam seus leitores repensar as bases da própria fé e comparar o passado “santo” do cristianismo com seu presente mundano. O meio universitário europeu permitia uma certa liberdade para discutir esses temas.

Além do Renascimento, profundas mudanças sociais completavam o cenário favorável à Reforma. Com o desenvolvimento do capitalismo, surgia um mercado europeu dinâmico, envolvendo banqueiros, artesãos e comerciantes que queriam se ver livres de amarras políticas e religiosas para negociar. Especialmente na Alemanha, a terra natal de Lutero, muitas regiões começavam a se ver mais como parte de uma grande nação alemã que como membros do velho Sacro Império (que se estendia da França à atual República Checa), muito influenciado pelo papado.

Confusão na porta

Num ambiente cheio de insatisfação com a Igreja, quem deu o primeiro passo para uma mudança séria foi um monge alemão com doutorado que dava aulas na Universidade de Wittenberg. Nascido em 1483, Martinho Lutero era filho de um camponês que enriquecera ao se tornar empresário da área de mineração. Contrariando os interesses do pai, que queria fazer dele advogado, Lutero decidiu entrar para um convento ao escapar com vida de uma tempestade de raios.

O jovem se tornou um monge exemplar. Apesar disso, sua consciência vivia atormentada. Ele temia a justiça de Deus, acreditando que os seres humanos eram tão pecadores que jamais seriam capazes de alcançar a salvação. Estudando a Bíblia, ele concluiu que os cristãos só poderiam ser salvos pela fé: incapazes de se redimir por sua força interna ou por suas boas ações, os fiéis receberiam a salvação por meio da generosidade gratuita de Deus.

O papa contra-ataca
A resposta católica à Reforma 

Papa Paulo III, que convocou o Concílio de Trento

Roma demorou para formular uma resposta abrangente contra a ameaça da Reforma. Nos anos 1530, o Vaticano convocou uma comissão de religiosos de alta competência teológica e reconhecida moralidade para produzir um relatório sobre o que deveria mudar na Igreja. “O relatório, chamado de Consilium de Emendenda Ecclesia e apresentado ao papa em março de 1537, foi uma bomba”, escreve o historiador britânico Eamon Duffy no livro Santos e Pecadores – História dos Papas. A comissão disse que a culpa pela Reforma era do próprio Vaticano e listou uma série de medidas draconianas para botar a casa em ordem. Em termos de teologia, o texto chegava até a dar razão a Lutero em alguns pontos. Como dizia o cardeal inglês Reginald Pole, um dos autores, “os hereges (protestantes) não são hereges em tudo”. O próprio Lutero, aparentemente adorando tudo aquilo, fez questão de publicar uma tradução em alemão, com suas próprias – e irônicas – notas de rodapé.

A coisa pegou tão mal que o relatório acabou arquivado. Mas a Igreja continuou seus planos de reforma interna com o Concílio de Trento, reunião realizada entre 1545 e 1563 na cidade italiana de mesmo nome. Nele, os católicos fizeram questão de não ceder um milímetro na parte doutrinária, teológica e organizacional, reafirmando coisas como o uso de imagens, a devoção a Maria e aos santos e a autoridade do papa. Mas, ao mesmo tempo, o Vaticano fez um esforço sincero para elevar o nível cultural e moral dos padres: foi nessa época que surgiram, pela primeira vez, seminários sérios – em que os futuros padres eram educados com rigor. Além disso, houve um impulso poderoso para converter povos que nunca tinham tido contato com o cristianismo. Por meio dos jesuítas e outros grupos missionários, a Igreja transformou a América Latina num domínio totalmente católico – e conseguiu inúmeras conversões na Índia, na China, no Japão e nas Filipinas. Pelo menos em termos populacionais, o catolicismo parecia ter perdido parte da Europa para ganhar o mundo.

Se o raciocínio de Lutero estava correto, a prática das indulgências era ainda pior do que se costumava acreditar. A Igreja estaria basicamente fazendo propaganda enganosa, já que não teria poder para amenizar os pecados – cujo julgamento caberia apenas a Deus. Em 1517, Lutero escreveu uma lista de críticas sobre as indulgências, num texto que ficaria conhecido como as 95 Teses. Elas foram pregadas na porta da igreja do castelo de Wittenberg, à vista de todos. “O conteúdo teológico do documento não é especialmente importante. Sua importância vem do fato de que alguns editores com visão de negócios mandaram imprimi-lo, sem perceber que estavam instituindo uma revolução nas comunicações”, diz Robert Kolb, professor de Teologia Sistemática do Seminário Concórdia, nos Estados Unidos. Por volta de 1520, as 95 Teses e outros textos de Lutero tinham alcançado a incrível tiragem de 600 mil exemplares. Nada menos que 20% dos panfletos publicados na Alemanha entre 1500 e 1530 foram assinados pelo monge encrenqueiro – é como se, hoje em dia, um completo desconhecido passasse a ter o blog mais acessado do país.

Em semanas, boa parte dos intelectuais da Europa ficou sabendo da polêmica. Muitos se puseram do lado de Lutero. Já a Igreja recusou o debate teológico proposto pelo religioso e o ameaçou de excomunhão em 1520. Lutero não quis se retratar. No ano seguinte, ele foi chamado diante do imperador Carlos V e da Dieta (algo como a câmara dos deputados) do Sacro Império. Continuou irredutível. A partir daí, embora tenha conseguido escapar, ele se tornou um herege condenado à morte.

Templos modernos

Após passar uma temporada escondido, Lutero voltou a dar aulas em Wittenberg, protegido pelo príncipe Frederico III da Saxônia. Dizia que só a Bíblia podia ser considerada a palavra de Deus e que todos os cristãos eram sacerdotes. Não tão longe dali, outra voz se erguia contra a Igreja. Na década de 1520, o padre Ulrico Zwinglio tinha lançado na Suíça um ataque às indulgências parecido com o de Lutero e também defendia a supremacia da Bíblia sobre as autoridades eclesiásticas. Zwinglio se tornou um dos líderes políticos de Zurique e acabou com a veneração de imagens de santos e com a música nas cerimônias religiosas. Alguns cantões suíços se uniram a Zurique, enquanto outros declararam guerra aos “hereges”. O próprio Zwinglio acabaria morto em combate, em 1531.

Na Alemanha, alguns defensores das idéias de Lutero, como o padre Thomas Müntzer, começaram a interpretar a Reforma de um ponto de vista social. Afinal, se o único rei verdadeiro era Deus, por que continuar obedecendo à realeza? Camponeses, plebeus e até nobres se uniram a Müntzer e pegaram em armas. Entre 1524 e 1525, a Guerra dos Camponeses virou a Alemanha de pernas para o ar. Os nobres conseguiram massacrar os rebeldes – e foram apoiados por Lutero, que recusava o uso da violência defendido por Müntzer e considerava heréticas certas práticas dos revoltosos, como o batismo de adultos que já tinham sido batizados quando bebês.

As nações de língua alemã não eram as únicas a sofrer a influência dos reformistas. Nas décadas de 1520 e 1530, por exemplo, o luteranismo se tornou tão influente na Escandinávia que acabou levando a um rompimento da região com Roma. Já na Inglaterra, o rei Henrique VIII (tão católico que chegara a escrever um tratado contra Lutero), queria que o papa anulasse seu casamento com Catarina de Aragão. O problema é que a rainha era tia do líder do Sacro Império, Carlos V, a quem o papa não queria desagradar. Em 1533, persuadido por conselheiros com inclinações protestantes, Henrique VIII resolveu se divorciar sem autorização papal. Nascia aí a Igreja Anglicana, cuja liderança coube ao rei britânico. “Anos antes, a Reforma na Inglaterra parecia impossível, mas acabou se instaurando”, diz o historiador Christopher Haigh, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. A nova religião começou quase como um catolicismo sem papa, mas foi sendo cada vez mais influenciada pela Reforma, até ficar no meio do caminho entre protestantismo e catolicismo.

O último golpe contra a antiga unidade cristã veio da França. Lá, um advogado chamado João Calvino desenvolveu doutrinas ainda mais radicais, que não só rejeitavam a autoridade do papa e a missa como consideravam que Deus predestinava apenas certas pessoas para a salvação. A partir de 1536, Calvino refugiou-se em Genebra, na atual Suíça, e, após vencer diversos conflitos, instituiu um sistema de governo dominado por sua visão do cristianismo. A cidade se tornou um centro de formação de missionários protestantes.

Enquanto isso, na Alemanha de Lutero, nobres rompiam com a Igreja e aproveitavam para tomar suas terras e riquezas. Para brecar a onda de mudanças, o imperador Carlos V deu início a uma guerra civil no Sacro Império. Sem conseguir vencer pelas armas, ele assinou um acordo com os luteranos: a Paz de Augsburgo, em 1555. Graças a ela, cada príncipe ficou livre para determinar a religião de seu território. A divisão da Europa cristã em duas tinha acabado de virar lei. Nos 100 anos seguintes, guerras religiosas ainda matariam muita gente na Europa. Lutero, contudo, não viveria para ver a Paz de Augsburgo nem o sangue derramado depois. Casado com a ex-freira Katharina von Bora, ele morreria em Eisleben, sua terra natal, em 1546.

Hoje, passados 500 anos da publicação das 95 Teses, protestantes e católicos já são capazes de dialogar pacificamente em debates sobre teologia. Mas, se não entram mais em guerra por causa de suas diferentes convicções religiosas, os dois lados ainda são antagonistas em disputas intensas. No Brasil, por exemplo, a Igreja Católica luta diariamente contra a perda de fiéis para o ramo mais jovem do protestantismo: as igrejas neopentecostais.

As 95 Teses publicadas em 31 de Outubro de 1517.

1 Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4 Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.

61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.

65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.

69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.

71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.

75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.

79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.

80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?

85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?

88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: “Paz, paz!” sem que haja paz!

93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!

94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

 

 

Os nomes de Deus

Os nomes de Deus

Os nomes de DEUS (YHWH)

O hebraico não tem vogais e estas foram acrescentadas ao longo dos anos, exatamente para se permitir a pronúncia. Em virtude disto, as variações que surgiram fazem com que se tenham diferentes formas para o nome. Com relação ao nome de DEUS, então, como os judeus não o pronunciam, não houve, por parte deles, qualquer interesse em fazê-lo. De qualquer modo, a forma mais antiga e considerada mais próxima da realidade é JAVÉ, embora, repitamos, a forma impronunciável seja a única aceita pelos judeus. A forma Jeová, entretanto, é bem mais recente e foi utilizada como um estratagema para se permitir a pronúncia do nome impronunciável de DEUS, utilizando-se das vogais do nome “ADONAI”, que quer dizer Senhor. Portanto, Jeová não é, em absoluto, o nome originariamente dado ao tetragrama, residindo aí, até, um dos grandes equívocos dos seguidores de Charles Russell.

El Shaddai: DEUS todo poderoso e protetor.” que nos toma em seus braços e nos protege” (figura de uma galinha chocando seus pintinhos, mãe que amamenta e nutre seu filho).

 

Conhecendo a DEUS

Oseias 4. 6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. 6.6 Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de DEUS, mais do que os holocaustos.

ROMANOS 1. 28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de DEUS, DEUS, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm;

           Para se conhecer uma pessoa precisamos andar com essa pessoa, falar com a mesma, ouví-la e analisá-la; mas para conhecermos a DEUS, precisamos ter fé, pois DEUS é ESPÍRITO, sendo discernido e compreendido somente espiritualmente, pela fé.

           Os nomes de DEUS revelam algumas de suas qualidades, pois nunca poderíamos compreender tudo a respeito d`ELE:

 

Os nomes de DEUS

‘El Shaddai: “DEUS todo poderoso”

‘El Elyon: “DEUS Altíssimo”

‘El Ròi: “O DEUS que vê”

‘El Olam: “O DEUS eterno”

‘El Elohe Yisráel: “DEUS, o Deus de Israel”

Yawehw-Ropheka: “O Senhor teu médico”

Yaweh- Nissi: “O Senhor minha bandeira”

Yaweh- Shalon: “O Senhor é minha paz”  

Yaweh Rafá: “O senhor que Sara (ou cura)”

Yaweh- Ròi: “O Senhor é o meu pastor”

Yaweh- Tsidkenu: “O Senhor justiça nossa”

Yaweh- Shammah: “O Senhor está ali”

Yaweh- Sabaoth: “O Senhor dos exércitos”

Qedosh Yiráel: “O santo de Israel”

Tsur: “Rocha”

Abba: “Pai” ou “O Pai”

Melek: “Rei”

Gòel: “Redentor”

Rishoh Wa-Acharon: “O 1º e o último”

Elohe ‘Emeth: “O Verdadeiro”

EL = DEUS

 

Os atributos de DEUS revelam Alguns aspectos d`ELE que não são vistos em nenhum outro ser:

  1. SOBERANIA: DEUS é supremo, chefe, dono.
  2. ETERNIDADE: Sem princípio e sem fim. sempre existiu e sempre existirá.
  3. ONISCIÊNCIA: Sabe de tudo, todas as coisas; sabe quantos fios de cabelo tem em nossa cabeça, sabe o que precisamos antes de pedirmos.
  4. ONIPRESENÇA: Está em toda parte ao mesmo tempo, ninguém se esconde de deus; sabe o nosso deitar e levantar.
  5. ONIPOTÊNCIA: Pode tudo, é auto-suficiente, cria o que quer e destrói o que quer; ele mesmo faz a ferida e ele mesmo a sara.
  6. IMUTÁVEL: O mundo vai ser destruído, mas a palavra de DEUS permanece para sempre; deus sempre foi esse mesmo deus, ele nunca mudará; o que deus pensava há 5.000 anos, ele pensa hoje do mesmo jeito e vai continuar pensando pela eternidade, por isso a bíblia é sempre atual.

No relacionamento de DEUS conosco também conhecemos mais d`ELE:

  1. RETIDÃO: DEUS nunca erra.
  2. JUSTIÇA: DEUS jamais é desonesto.
  3. AMOR: DEUS ama com amor desinteressado, puro.

Existem pelo menos três tipos de amor:

3.1-Amor phileo = de pai para filhos, de amigos.

3.2-Amor eros = entre um casal (pela bíblia o sexo só é permitido após o casamento.)

3.3-Amor agape = amor de deus. veja 1 Coríntios 13

  1. VERDADE: DEUS não é homem para que minta. tudo que DEUS fala é verdade.

    OS judeus não pronunciam o impronunciável nome de DEUS, pois por mais que coloquemos adjetivos ao nome de DEUS, nunca conseguiremos chegar à totalidade de bondade, amor, misericórdia, poder, etc…, de DEUS.

    só o vocábulo “EL” já quer dizer “O TODO PODEROSO”.

 

  7  Nomes de DEUS   DEUS se revela através de sete nomes redentores, demonstrando assim Sua natureza Sétupla (sete é o número perfeito e completo nas Sagradas Escrituras) que transmite à nossa vida Suas bênçãos sétuplas quando nós  O recebemos. Os Sete nomes redentores de JEOVA  são: 1.   JEOVÁ-TSIDKENU – “O Senhor é a nossa Justiça” (Jr. 23:6) – este nome  Jeová aparece em uma profecia referente a futura restauração e conversão de Israel, então Israel O clamará como Jeová-TsidKenu o Senhor Nossa Justiça. 2.   JEOVÁ-SHALOM – “O Senhor nossa paz” ou “O Senhor envia paz” (Jz 6:23 e 24). Quase todo o Ministério de Jeová encontra expressão  e ilustração neste capítulo. Jeová odeia e julga o pecado. 3.   JEOVÁ-RAAH – “DEUS é nosso Guia” ou Pastor (Sl. 23:1) – O Senhor é meu pastor e nada me faltará. 4.   JEOVÁ-RAFÁ – “DEUS é nosso médico ou aquele que cura” (Êxodo 15:26). O Contexto mostra que se refere à cura física, mas está implícita a cura mais profunda da enfermidade da alma. 5.   JEOVÁ-JIRÉ – “DEUS é nosso provedor”  ou fonte (Gn. 22:14) – O Senhor proverá, isto é, proverá para si o holocausto ou o sacrifício, Abraão viu o dia do Senhor. 6.   JEOVÁ-SHAMÁ – “DEUS está sempre presente” (Ez. 48:35) – O Senhor está sempre presente, este nome significa a presença permanente do Senhor Jeová no meio do Seu povo. 7.   JEOVÁ-NISSI – “DEUS é nossa vitória” (Êx. 17:15) – O Senhor é a nossa bandeira; o nome é interpretado pelo contexto. De maneira um pouco familiar, depois da derrota dos amalequitas, Moisés erqueu um altar e o denominou de Yhweh Nissi o senhor é a minha bandeira. Esses, entretanto não são nomes de DEUS; mas, apenas, comemoram certos acontecimentos .

 

As 7 Dispensações

As 7 Dispensações

 

AS 7 DISPENSAÇÕES

 

Que é uma dispensação?

Segundo o Dr. Schofield: ”Uma dispensação é um período de tempo durante o qual o homem é provado á respeito de sua obediência para com uma determinada revelação da vontade de Deus”. Deus dotou suas criaturas de livre arbítrio e, por conseguinte essa vontade precisa ser provada para que seja determinado se estará em concordância com Deus ou em desobediência a Ele. Após a queda de Satanás, o homem, a nova criatura que acabava de ser criada por Deus, necessariamente teria que ser provada. Portanto o que lemos no livro de Gênesis acerca da prova e queda do homem no jardim do Éden era coisa esperada. As Dispensações logicamente são vários estágios empregados por Deus para testar o homem.

Estas Dispensações são as seguintes:

 

1) A Era da Inocência

Havia uma comunhão intima entre Deus e o homem conforme Gn 3:8 “Deus andava no jardim pela viração do dia”. Este primeiro homem era perfeito, física, mental e moralmente e em Romanos 3:23 diz que ele tinha a glória de Deus.

 

2) A Era da Consciência ou Edênica

Esta Dispensação durou desde a Queda do Homem até os dias de Noé (Gênesis 3:1 até Gênesis 8:14). Deus concedeu ao homem plena inteligência, intuição e capacidade administrativa pelas quais regeria toda a criação e certas obrigações lhe foram impostas, tais como: ocupar a terra, comer somente ervas e frutas, guardar o jardim e abster-se de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Por ter o livre arbítrio, a sua escolha seria o meio de provar essa liberdade. Adão desobedeceu, mas foi muito bem advertido sobre as consequências: “no dia em que dela comeres, certamente morreras”. Gn. 2:17. Havendo perdido a filiação de Deus e estando separado daquela vida que vem do Criador, e tendo recebido em seu ser o veneno do pecado, e estando sujeito a Satanás, o homem expulso do Éden perdeu a inocência.

Mas Deus proveu uma Aliança (oferta) pela qual o homem poderia reencontrar a pureza e a comunhão com Deus. Essa Aliança celebrada no Éden foi à solução divina para o problema do pecado que surgiu com a queda do homem Gn 3:15. Foi instituído o sacrifício de animais para perdão dos pecados, numa alusão ao cordeiro pascal que é Cristo. Sete, Enoque, Noé e outros da linhagem piedosa mantiveram esse costume durante todo o período anti-diluviano por maios de 1500 anos Hb 11:4-7.

3) A Era do Governo Humano (Pós Diluviano)

A duração desta dispensação foi desde o tempo do dilúvio até a dispersão na Torre de Babel, Gn 8:15 até Gn 11:10-19.

Após sair da Arca Noé levantou um altar com sacrifício de sangue Gn 8:20, Deus atendeu seu servo e deu-lhe os termos da nova Aliança:

a) Deus não mais amaldiçoaria a Terra.

b)Deus não mais feriria todos os seres viventes como acabara de fazer. c) Enquanto durasse a Terra, haveria sementeira e ceifa, dia e noite, frio e calor, verão e inverno.

d)Não destruiria a terra por meio das águas.

e)O homem deveria se multiplicar e encher a terra.

f)Instituição do Governo Humano que serviria para frear os delitos dos ímpios. “A ordem divina foi esta: Se alguém derramar o sangue do homem pelo homem se derramará o seu” Gn 9:6.

O fim desta Dispensação veio com a confusão de línguas, obrigando os homens a se espalharem sobre a terra e não maquinarem mais a ideia de tolitarismo contra Deus Gn 11:5-7.

 

4) A Era Patriarcal

Esta Dispensação teve inicio com a promessa (aliança) de Deus com Abraão até quando Israel saiu do Egito, Gn 12:1 até Êxodo 18:27.

Nesta Dispensação através de Abraão a Terra seria abençoada, fazendo seu nome ser grande e sua semente como as estrelas e fazê-lo pai de uma grande nação (Israel) dando-lhe possessão da terra de Canaã. O propósito de Deus nesta Dispensação é fazer de Abraão um exemplo e modelo de fé.

5) A Era da Lei – Mosaica

O período de abrangência desta Dispensação é desde a saída de Israel do Egito até a crucificação de Jesus Cristo João 1:17. Os propósitos divinos eram fazer de Israel: uma propriedade peculiar, uma nação de sacerdotes, e deu-lhes os dez mandamentos (lei moral), estatutos (lei civil) e instruções religiosas.

 

6) A Era da Graça ( Nova Aliança)

Esta Dispensação vai da crucificação de Cristo até a sua Segunda Vinda. Com a morte de Cristo Deus consagrou um “novo e vivo caminho” de acesso a sua pessoa (Hb 10:20). Esse acesso ao “Trono da Graça” (Hb 4:16) e a abolição do caminho cerimonial foram simbolizados pelo rasgar do véu do templo no momento em que Jesus morreu na cruz (Mt 27:51). Com efeito, esta Dispensação foi inaugurada no dia do Pentecostes quando o Espírito Santo foi derramado. E ainda hoje esta em vigor.

 

7) A Era do Milênio (A instalação do Governo Divino)

Esta situada no retorno de Cristo e seus exércitos, no final da Grande Tribulação, quando será instalado o governo divino por mil anos.

Curiosidades Bíblicas

Curiosidades Bíblicas

* O livro maior é o dos Salmos, com 150 capítulos.
* O livro menor é II João.
* O capítulo maior é Salmos 119.
* O capítulo menor é salmos 117.
* O capítulo 37 de Isaías e o 19 de II Reis são iguais.
* Foram usados três idiomas em sua confecção: Hebraico, grego e aramaico.
* Foi escrita em aproximadamente 1600 anos, por uns 40 autores e contém 66 livros.
* A Palavra SENHOR é encontrada na Bíblia 1853 vezes e REVERENDO 1 vez no Salmo 111:9.
* O verso maior é Ester 8:9.
* O verso menor é Êxodo 20:13.
* O verso central é Salmos 118:8.
* Texto áureo da Bíblia: João 3:16

Diversas
+> A “Epístola da Alegria” , a carta de Paulo aos Filipenses, foi escrita na prisão e as expressões de alegria aparecem 21 vezes na epístola.
+> Quem dá aos pobres, empresta a Deus, e Ele lhe pagará. (Provérbios 19:17)
+> O trânsito pesado e veloz, os cruzamentos e os faróis acesos aparecem descritos exatamente como nos dias de hoje em Naum 2:4
+> A mensagem através de “outdoors” é uma citação bíblica detalhada. (Habacuque 2:2)
+> Quem cortou o cabelo de Sansão não foi Dalila, mas um homem (Juizes 16:19)
+> O nome mais cumprido e estranho de toda a bíblia é Maersalalhasbas – filho de Isaías (Isaías 8:3-4)
+> A primeira citação da redondeza da terra confirmava a idéia de Galileu, de um planeta esférico. Bastava que os descobridores conhecessem a bíblia. (Isaías 40:22)
+> Davi, além de poeta, músico e cantor foi o inventor de diversos instrumentos musicais.(Amós 6:5)
+> O tio e a tia de Jesus se tornaram “crentes” na sua pregação antes de sua crucificação. (Lucas 24:13-18 / João 19:25)
+> O nome “cristão” só aparece três vezes na Bíblia. (Atos 11:26 / Atos 26:28 e I Pedro 4:16)

Sobre o casal Abraão e Sara:
Sara Viveu 127 (cento e vinte e sete) anos, Abraão viveu 165 (cento e sessenta e cinco) anos; ambos foram sepultados no Campo de Efrom, em Macpela (terra que foi comprada por Abraão pela quantia de 400 (quatrocentos) ciclos de prata. Ao contrário do que muitos afirmam, o primeiro filho de Abraão foi Ismael e não Isaque. Ismael foi concebido por Agar, serva egípcia de Sara (Sara tinha entregado Agar a Abraão para que concebesse). Ainda nesta época, Abraão chamava-se Abrão (visto que Deus não havia mudado seu nome). Quando nasceu Isaque, Abraão tinha 100 (cem) anos. Após o falecimento de Sara, Abraão tomou como mulher a Quetura, e concebeu Quetura a seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suã. Abraão deu a Isaque (o filho da promessa de Deus) todos os seus bens e riquezas, e aos demais filhos deu dádivas e os despediu. Isaque casou-se com Rebeca, que era da parentela de Abraão. Rebeca era estéril, assim como Sara, e tanto uma quanto outra conceberam por promessa de Deus. O Casamento de Isaque foi como consolo pela morte de sua mãe Sara.

Sobre a Bíblia:
A tradução grega da palavra Bíblia (biblia (pl.)) significa livros. Seu tempo de composição durou aproximadamente 1600 anos, com um total de 40 autores aproximadamente. Possui 66 livros, divididos em Velho Testamento com 39 livros e Novo Testamento com 27 livros, assim classificados:
Históricos – Gênesis, Êxodo, Levitemos, Números. Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
Poéticos – Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos.
Proféticos – (Maiores) Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel,
(Menores) Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João.
Históricos – Atos.
Cartas de Paulo – Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon.
Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas.
Profético – Apocalipse.
As divisões da Bíblia facilitam sua memorização. Não se deve pensar que somente os proféticos é que têm profecia, ou só os poéticos só têm poesia, ou os doutrinários (Epístolas) só doutrinas; da mesma forma os históricos não são apenas para relatar fatos, assim como não há muitos fatos históricos. Cada livro da Bíblia deve ser estudado convenientemente para que o seu ensino seja apreendido. Sem dúvida alguma a Bíblia é uma biblioteca extraodinária!

Destinos dos apostolos

Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois: Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na ilha de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural.

PAULO, que não era apóstolo oficialmente, foi considerado apóstolo do gentios por causa da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Foi decapitado em Roma por ordem de Nero.
MATIAS, que ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi martirizado na Etiópia.
SIMÃO, o zelote, foi crucificado.
JUDAS TADEU morreu como mártir pregando o evangelho na Síria e na Pérsia.
TIAGO (o mais jovem), pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado.
MATEUS morreu como mártir na Etiópia.
TOMÉ pregou na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Madras no monte de São Tomé.
BARTOLOMEU serviu como missionário na Armênia, sendo golpeado até a morte.
FILIPE pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.
ANDRÉ pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado.
TIAGO (o mais velho) pregou em Jerusalém e na Judéia. Foi decapitado por Herodes.

SIMÃO PEDRO pregou entre os judeus chegando até a Babilônia, esteve em Roma, onde foi crucificado com a cabeça para baixo.

Você sabia que a Bíblia?

  • O nome “Bíblia” vem do grego “Biblos”, nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra “Bíblia” para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.;
  • Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos, como a Ilíada de Homero, por exemplo;
  • É o livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 11 milhões de exemplares na versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos e ainda 400 milhões de brochuras com extratos dos textos originais;
  • Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas;
  • A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus;
  • Foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das regiões, utilizando tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica;
  • Com exceção de alguns textos do livro de Ester e de Daniel, os textos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes;
  • A palavra “Hebraico” vem de “Hebrom”, região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em sua peregrinação, vindo da terra de Ur;
  • Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional;
  • A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina e iniciou-se com D. Diniz (1279-1325).
Implantar Escola Dominical

Implantar Escola Dominical

Como implantar a Escola Dominical

Se sua igreja deseja crescer, use as leis de crescimento da ED.
A Escola Dominical é parte integrante da igreja. Não é uma organização independente, é a própria igreja ensinando a Palavra de Deus. Por isto, deve estar subordinada em tudo à igreja e ser sustentada por ela.
Jesus, ao estabelecer a Igreja, deu-lhe a tarefa de representá-lo no mundo. Ele foi muito claro naquilo que a Igreja deve fazer. “Fazei discípulos de todas nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”, Mt 28.19-20.
O sucesso de uma igreja é evidente quando seu pastor reconhece que o melhor lugar para ensinar a parte básica da vida cristã, tanto para o crente como para o não crente, é a Escola Dominical.

Investimento
Se sua igreja deseja crescer, use as leis de crescimento da ED. Invista na criança. Comece com o Departamento Infantil. Essa é a idade propícia para a aprendizagem. “Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te desalentes, pois o Senhor Deus, meu Deus, é contigo… para toda boa obra para o serviço da casa do Senhor… também os chefes e todo o povo estarão inteiramente às tuas ordens”, 1Cr 28.19-21.

A Escola Dominical e seus objetivos
Toda escola tem necessidade de estabelecer a organização que lhe convém, a fim de alcançar o objetivo desejado.
Alcançar o povo – Este é o primeiro passo. Procure matricular todos os membros da igreja e seus filhos. Organize e desenvolva um trabalho de visitação, não somente aos crentes, mas a todos os vizinhos de sua igreja. Incentive o trabalho de testemunho pessoal. Explique aos novos decididos a importância do ensino da Palavra na ED.

Ensinar ao povo a Palavra de Deus – A Bíblia é o livro-texto da ED e, por isso, deve ocupar o centro do ensino. Devem ser observados a natureza, o conteúdo e o propósito da revelação bíblica. Através da ED, a Igreja planta a Palavra de Deus na mente do aluno (Mt 13.1-9,18-23).
Ganhar os perdidos – Onde quer que uma ED tenha sido implantada adequadamente, pessoas não salvas têm sido alcançadas. Havendo alunos não crentes na classe, torna-se necessário o professor criar, através do ensino da lição, uma oportunidade de convidar as pessoas para aceitarem a salvação em Cristo Jesus.

A Escola Dominical foi criada e funciona com o propósito de ganhar almas. Ela é, também, uma agência de evangelismo da igreja. Por isso, seu programa é preparado para contribuir direta e continuamente para evangelizar.
Desenvolver talentos – A igreja precisa prover a maturidade do novo e inexperiente crente e aperfeiçoar os membros através de estudos, atividades e responsabilidades na igreja ou nas organizações da mesma.

Estrutura da Escola Dominical
Devido ao amplo propósito da ED (evangelizar, doutrinar e treinar), torna-se necessário uma estrutura que funcione como “coluna vertebral” para que alcance sua clientela em toda sua abrangência (faixa etária, diversificação cultural e sexo). Deve ainda ser adequada aos recursos, disponibilidades físicas, humanas, econômicas etc.

Organograma

Diretoria

Pastor – Sendo o líder responsável e o real dirigente, precisa conhecer a organização e administração da Escola Dominical. A ele cabe o direito de escolher ou indicar pessoas para os vários cargos da Escola e preparar professores para o ensino bíblico. Ele é o principal professor da igreja, cabendo-lhe ensinar e doutrinar os professores e oficiais da Escola.
Seu ministério de ensinar é obrigatório e não optativo (1Tm 3.2 e Cl 1.28).
O professor deve participar das reuniões da Escola Dominical em sua igreja. Se for possível, de acordo com as circunstâncias, também ensinar uma classe como a dos oficiais.
Superintendente – É responsável diante da igreja pela programação, execução e avaliação do trabalho previsto no plano de ensino bíblico. Nas escolas filiais é chamado dirigente. Vejamos algumas características e tarefas do superintendente ou dirigente:

Conhecedor da Bíblia. “Que maneja bem a Palavra da Verdade”, 2Tm 2.15. Para manejar bem a Palavra é preciso conhecê-la.
Entusiasta. O entusiasmo, com seu raio de luz, dá nova vida aos negócios, a um grupo, a uma instituição, a uma pessoa.
Assumir a liderança, determinando a organização, o horário e os meios para a Escola realizar suas tarefas.
Conhecer o currículo da Escola Dominical. Traçar planos de trabalho para cada trimestre vindouro, reunindo toda a equipe a fim de discutir o que foi positivo e negativo no trimestre anterior.
Vice superintendente ou vice dirigente – responsável perante o superintendente pelo cumprimento de tarefas a ele determinadas e substitui o superintendente no seu impedimento. Ele ajuda o superintendente a realizar qualquer tarefa de sua responsabilidade.

Secretário – O secretário é responsável perante o superintendente da Escola Dominical pela execução dos trabalhos pertencentes à Secretaria da ED. A igreja pode eleger um segundo secretário a fim de ajudar o primeiro a cumprir as responsabilidades que seguem:

Orientar os demais secretários da Escola, o programa de matrícula de novos alunos, como também a organização dos relatórios durante o ano;
Manter em dia o fichário geral de arrolamento da Escola Dominical como de outros programas de ensino promovidos pela Escola através da Diretoria de Expansão;
Recolher os pedidos de literatura e materiais necessários de cada Departamento, providenciando a compra junto à pessoa designada pela igreja;
Providenciar anúncios de divulgação da Escola, visando o crescimento da mesma;
Chegar cedo, verificar a arrumação da Escola junto a seus auxiliares e distribuir o material aos secretários de classe;
Recolher, no horário determinado, as cadernetas de classes e os relatórios de cada departamento;
Preparar o resumo do relatório dos departamentos, entregando-o ao superintendente ou diretor da Escola Dominical.
Diretor de expansão – Nas grandes Escolas, é indispensável a Diretoria de Expansão, onde o diretor é responsável, diante do superintendente da Escola, pela coordenação das atividades que proporcionam o desenvolvimento de uma Escola Dominical: escolas filiais, Escolas Bíblicas de Férias, concursos bíblicos, visitação, campanhas, congressos, encontros etc. Deveres e tarefas:

Cooperar com o superintendente;

Cooperar com os diretores dos departamentos;
Visitar as escolas filiais, verificando as necessidades para um desenvolvimento melhor;
Manter um programa sistemático e vigoroso de visitação às pessoas que não podem assistir à Escola Dominical;
Manter um fichário de alunos, em perspectiva, a fim de facilitar o programa de visitação e matrícula;
Programar, em época de férias escolares, a EBF, com o objetivo de oferecer uma atividade de extensão do estudo bíblico, e, também, como meio para alcançar novos alunos para a ED.

Tesouraria – Toda Escola Dominical precisa ter uma tesouraria para onde as ofertas serão encaminhadas e contabilizadas. O tesoureiro deve ser uma pessoa competente e que tenha boa recomendação de todos.
Ele recebe da Secretaria todas as cadernetas acompanhadas com as ofertas do dia e depois de verificar as anotações devolverá as cadernetas à Secretaria e prestará conta do dinheiro à Tesouraria-geral da igreja.
Biblioteca – Para uma Escola eficiente, é necessário o funcionamento de uma biblioteca para professores e alunos. Todos os livros devem ser escolhidos com cuidado a fim de atender às necessidades e desejos dos professores em ganhar almas e desenvolver vidas para a glória de Deus.

Diretoria musical – A Escola Dominical é também um culto a Deus. Não se pode cultuar sem que exista louvor. A música é o veículo que nos leva a Deus e que também é usada para anunciar o Evangelho. É por meio de cânticos que os cristãos dão grandes testemunhos de sua fé, e anunciam o que Cristo fez por eles e por todo pecador.
A igreja deve ter muito cuidado na escolha de pessoas que possam desempenhar bem esta função. Se há carência de pessoas capazes para dirigir os grupos infantis, é dever da igreja procurar pessoas com capacidade e treiná-las para este trabalho. O diretor musical deve ajudar a todos os líderes de departamentos nos seus programas musicais e ajudar todas as pessoas a participarem nos cânticos congregacionais.

Recepção – Pode ser feita pelos porteiros e introdutores da igreja, orientando os visitantes sobre o departamento correspondente à idade e onde fica.
O recepcionista deve providenciar acomodações, dando informações gerais da Escola aos alunos e visitantes. Ele deve ser gentil com todos pois toda pessoa gosta de ser bem tratada e bem recebida. “O que quereis que os outros vos façam, fazei também vós a eles”, Mt 7.12.

Atribuições de uma diretoria departamental
Qualquer departamento deve ter sempre duas diretorias: uma titular e outra auxiliar. Na ausência de uma, a outra a substituirá. Para isso, as duas devem conhecer bem o funcionamento do departamento em geral. Poderão dividir entre si as atribuições e responsabilidades que são:

Deve ser a primeira a chegar e a última a sair;
Ser responsável pela conservação de todo o material didático do departamento.
Fazer o planejamento das atividades do ano;
Estimular e incentivar os professores e ajudantes em tudo;
Programar atividades extra Escola Dominical, como passeios, leituras, programas especiais, cultos, dramatizações, visitas, reuniões com os pais, palestras etc;
Providenciar todo o material necessário para os professores e alunos, como revistas da Escola Dominical, gravuras ilustradas, material auxiliar, quadro-de-giz, flanelógrafo, quadro-de-pregas, mapas etc;
Orientar os professores da Escola Dominical ajudando-os a preparar lições e demais atividades, visitando-os, compartilhando seus problemas se for solicitado, orando por eles, dando sugestões que possam ser realizadas;
Manter a disciplina usando de energia dosada com muito amor;
Ser responsável pela programação de abertura e encerramento: cânticos, histórias, campanhas, oração, leitura bíblica, avisos, cumprimentos a visitantes e aniversariantes etc, sempre obedecendo ao horário estipulado pela Superintendência;
Organizar uma reunião mensal com os professores, abordando o planejamento do mês, o aproveitamento dos alunos, o melhoramento do ensino, problemas com os professores e alunos.

Atribuições dos professores
Tanto os professores titulares como os ajudantes são escolhidos pelos diretores com muita oração e direção divina, antes do início de cada ano. Os professores titulares são responsáveis pelo ensino da lição em classe, pela confecção dos trabalhos manuais da lição e da disciplina da classe. Os professores-ajudantes são responsáveis pelo estudo da lição de cada domingo e para substituir o professor titular no seu impedimento. Ajudam também a manter a disciplina da classe, fazem a chamada, ouvem os versículos decorados dos alunos e anotam nomes de visitantes ou novos alunos no cartão de matrícula. São responsáveis pela distribuição da revista em suas classes. Devem acatar com amor as ordens das diretorias departamentais.

Atribuições dos secretários de departamento
Os secretários são escolhidos pelos diretores departamentais.
São responsáveis pelo relatório geral do departamento, pela estatística mensal e anual, pela distribuição e retirada dos cadernos de chamada das classes de seu departamento.

Escritores da Bíblia

Escritores da Bíblia

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio = Moisés – 1400 A.C.
Josué = Josué – 1350 A.C.
Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel = Samuel / Natã / Gade – 1000 – 900 A.C.
1 Reis, 2 Reis = Jeremias – 600 A.C.
1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias = Esdras – 450 A.C.
Ester = Mardoqueu – 400 A.C.
Jó = Moisés – 1400 A.C.
Salmos = vários autores diferentes, grande parte foi escrita por Davi – 1000 – 400 A.C.
Provérbios, Eclesiastes, Cânticos = Salomão – 900 A.C.
Isaías = Isaías – 700 A.C.
Jeremias, Lamentações = Jeremias – 600 A.C.
Ezequiel = Ezequiel – 550 A.C.
Daniel = Daniel – 550 A.C.
Oséias = Oséias – 750 A.C.
Joel = Joel – 850 A.C.
Amós = Amós – 750 A.C.
Obadias = Obadias – 600 A.C.
Jonas = Jonas – 700 A.C.
Miquéias = Miquéias – 700 A.C.
Naum = Naum – 650 A.C.
Habacuque = Habacuque – 600 A.C.
Sofonias = Sofonias – 650 A.C.
Ageu = Ageu – 520 A.C.
Zacarias = Zacarias – 500 A.C.
Malaquias = Malaquias – 430 A.C.
Mateus = Mateus – 55 D.C.
Marcos = João Marcos – 50 D.C.
Lucas = Lucas – 60 D.C.
João = João 90 D.C.
Atos = Lucas – 65 D.C.
Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemom = Paulo, 50-70 D.C.
Hebreus = Desconhecido, talvez Paulo, Barnabé ou Apolo – 65 D.C.
Tiago = Tiago – 45 D.C.
1 Pedro, 2 Pedro = Pedro – 60 D.C.
1 João, 2 João, 3 João = João – 90 D.C.
Judas = Judas (Irmão de Jesus) – 60 D.C.
Apocalipse = João – 90 D.C.

Festa Junina

Festa Junina

AS MALDIÇÕES DAS FESTAS JUNINAS
Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas, que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil. Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. Mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.

Herança Portuguesa
A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes. Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização. Entretanto, convém salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas. É bom lembrar também que nessa época as escolas, “em nome da cultura”, incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc. A criança que não tem como se defender aceita, pois se sente na obrigação de respeitar a professora que lhe impõe estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos é até mesmo ameaçada com notas baixas, porquê a professora, na maioria das vezes, é devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religião Católica, que é a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religião, a criança -inocente por natureza – rapidamente se envolve com as músicas, brincadeiras, comidas e doces. Aliás, não existiria esta festa não fosse a religião. Inclusive existe a competição entre clubes, famílias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, sítio, etc. Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado. As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco). O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraias acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.

Uma Suposta Origem das Festividades
Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte: “Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com frequência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”. Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças. As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 28.

Plágio do Paganismo
Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos, como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras. As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”. Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no início as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses). As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.

Sincretismo Religioso
Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católica. O Candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás de sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos. Um fator fundamental na formação do sincretismo é que, de acordo com as tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos também tinham esse poder. “Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiros – a umbanda e o candomblé – cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia com São Jorge mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. Lá, devido ao candomblé, o Santo Antônio das festas juninas é confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.

Superstições

1 – A Puxada do Mastro
Puxada do mastro é a cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa. Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrário indica desgraça. E caso aponte em direção a uma pessoa essa será abençoada.

2 – As Fogueiras
Sobre as fogueiras há duas explicações para o seu uso. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Já os católicos acreditavam que era sinal de bom presságio. Conta uma lenda católica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de João Batista, ascendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso a tradição é acendê-las na hora da Ave Maria (às 18h). Você sabia ainda que cada uma das três festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois é, na de Santo Antonio, as lenhas são atreladas em formato quadrangular; na de São Pedro, são em formato triangular e na de São João possui formato arredondado semelhante à pirâmide.

3 – Os Fogos de Artifício
Já os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário. Na verdade os cultos pirolátricos são de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João.

4 – Os Balões
A sociedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática. Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal. Também está no artigo 28 da lei das Contravenções penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!! !“, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas. Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar balão e ele subir sem nenhum problema, os desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar. A tradição também diz que os balões levam os pedidos dos homens até São João. Mas tudo isso não passa de crendices populares.

OS SANTOS

Santo Antônio
Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo não é Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231. Outros porém, afirmam que Fernando de Bulhões foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote. Dizem que era famoso por conhecer a Bíblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral. Depois de um encontro com os discípulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Antônio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras. Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”. A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no século XIV. Diz a lenda que uma moça pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A história se espalhou e hoje é o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo é encontrar sua metade. No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção. Uma outra curiosidade é que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Você sabe por quê? Existem duas versões para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crianças; a outra, que ele era um pregador tão brilhante que dava vida aos ensinos da Bíblia. O menino seria a personificação da palavra de Deus. É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:
“Meu Santo Antônio querido, Meu santo de carne e osso, Se tu não me deres marido, Não te tiro do poço”.
As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.
Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado…, com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”. Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:
“São João a vinte e quatro, São Pedro a vinte e nove, Santo Antônio a treze, Por ser o santo mais nobre”.

São João
A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos. Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo. As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião. João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16). Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!

São Pedro
É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas. Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é por que ele está arrastando os móveis do céu. Pode! Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pescadores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria. É ainda considerado o santo protetor das viúvas. A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma árvore de origem chinesa) é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo. Os sentimentos do apóstolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa. Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança sua dependência do Deus vivo e não quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).

Os Evangélicos e as Festas Juninas
Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc.” É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus! Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões, O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente. E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Este procedimento de “oferecer comida aos santos” é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da “festa”. Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas? O povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o”(lRs 18.21). É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas atividades evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus. O simples fato de proibirem as crianças de participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação.

O que diz a Bíblia
Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte: “Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5). Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças. Acendeu-se lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel. O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro. Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”. É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim: “Onde está o Batista?”. Ele não está na igreja, Anda de mastro em mastro, A ver quem o festeja”.
Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua lacônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).

Os Santos não Podem Ajudar
Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Creem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cercam (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1,21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (um 2.5). E mais: “É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os monos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34). “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, ternos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos. mas também pelos de todo o mundo” (lJo 2.1-2). Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei”(Jo 14.13-14). Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta: “Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não me exalarão bom cheiro” (Arn 5.21). Como seguidores de Cristo, suplicamos, diante desta delicada exposição, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que o agrade em todas as circunstâncias, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).

Algo em Que se Pensar
O Brasil é um dos maiores países agrícola do mundo. Até conhecemos aquela frase elogiando as terras brasileiras: nas quais, “… em se plantando tudo dá”. No entanto (pasmem), o governo está importando (isto é, comprando) de outros países arroz, feijão, trigo, café, cacau etc. Era para estarmos exportando, vendendo, aumentando o capital, e não comprando, pois temos terras de excelente qualidade. Um dos problemas da falta de produção agrícola é a desvalorização do “homem do campo”. Sabemos que existe um êxodo rural muito grande, 80% da população brasileira vive nas cidades e somente 20 % vivem no campo. Não estaria as festas juninas contribuindo para formar uma imagem negativa de nosso povo da zona rural? Não é exagerado o ponto de vista em que sugere que a imagem do homem do campo por vezes é humilhada nas festas juninas. Veja: qual criança se espelharia no típico caipira das quadrilhas de festas juninas? Quais delas diria: “quando crescer quero ser um caipira, ou homem do campo, com as roupas remendadas”? As crianças querem ser médicos, professoras, atrizes, pois estes não são humilhados nas festas juninas. As Festas Juninas inconscientemente ou não, servem mais para humilhar as pessoas do campo do que para honrá-las como pretendem; o caipira, quando não é banguela, é desdentado, seu andar é torto, corcunda por causa da enxada, a botina é furada, suas roupas são rasgadas e remendadas, uma alusão ao espantalho, um pobre coitado! – pois talvez seja assim que os grandes latifundiários veem o caipira, e essa visão é reproduzida por nossas crianças nas escolas. Poderia isto ser chamado de FOLCLORE e CULTURA? A Bíblia diz categoricamente que “o que escarnece (humilha) do pobre insulta ao que o criou” (Pv. 17:5). Disso decorrem problemas urbanos graves como o favelamento e os menores abandonados, pois como os “caipiras” não conseguem sobreviver no campo, pensam que na cidade encontrarão trabalho. A esse processo dá-se o nome de “Êxodo Rural”. E o nosso país agrícola é desmatado, onde só se planta pasto para boi gordo, e expulsa o homem do campo.

Motivos para não Participar de Festas Juninas
Diante de tudo o que foi dito acima daremos uma recapitulação expondo o “porquê” de não participarmos de festas juninas. Vejamos então:
1 – Plágio do Paganismo – Como vimos, as bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs, onde os pagãos na mesma data ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas pelas colheitas. As festas juninas usurpou isto dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.” [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus.
2 – Os Santos não Intercedem – É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Não obstante, temos razões bíblicos em abundancia para rejeitarmos estas mediações que os devotos tanto acreditam. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: “…e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.” [João 14:13,14]. Em toda a Bíblia não se encontra nenhum incentivo para fazermos nossos pedidos, promessas e votos a terceiros.
3 – Os Santos não Escutam Orações – Um devoto junino acredita piamente que seus “santos” ouvem suas petições por ocasião destas festividades natalícias ou fora delas, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 6 Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” [Eclesiastes 9:5,6]. Veja que o verso nos diz que os que já morreram não sabem coisa nenhuma do que acontece aqui em nosso mundo, na terra (debaixo do sol). é claro que há consciência onde eles estão, mas aqui em nosso mundo eles não podem ajudar ou atrapalhar ninguém.
4 – Invocação de Espíritos dos Mortos – Como já vimos, há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, afim de vir participar daquela festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença católica da invocação dos santos. é claro que se o santo já morreu, o que é invocado é o espírito dele, e isto bate de frente com a advertencia bíblica a respeito da consulta aos mortos. Vejamos: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” [Isaías 8:19]. E mais: “Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.” [Deut. 18:9,-12]. No fundo a prática de invocar o espírito dos santos nada mais é do que uma prática espírita e como tal, é reprovada por Deus.
5 – Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo – Como ficou demonstrado biblicamente os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto não podem interceder por ninguém. Já que eles são neutros nisso tudo, para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: “Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” Um pouco antes, ele acabara de dizer que o ídolo nada é ( 8:4 ), ou seja, quando os gentios sacrificavam suas oferendas e suas festividades a tais deuses, eles na verdade estavam sacrificando aos demônios (que eram os únicos a receberem tais oferendas), pois o ídolo nada é. Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas “graças” às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!
6 – Comidas e Imagens – Por último temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo que nada mais é do que um ídolo, pois a ele se fazem orações, carregam sua imagem em procissões, beijam-na, prostram-se diante dela etc. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos…não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” [Atos 15:29 ; I Co. 10:21]. Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;” [Deut. 5:8,9]. Estes são resumidamente alguns poucos motivos, para todo cristão genuíno não participar de tais festividades.
Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os católicos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23], mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas “cristã” dedicada aos santos?

Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano – Assembleia de Deus
Fontes de consultas:
Defesa da Fé – junho de 2002 nº45;
Jornal – Folha de Rio Preto, 22/06/2003;
Revista – Galileu Junho 2003 nº143;
Artigo do CACP – “As Maldições das Festas Juninas” – Pr. Afonso Martins;
Anotações particulares do Pb. Paulo Cristiano da Silva

A importância dos pais na vida dos filhos

A importância dos pais na vida dos filhos

A importância dos Pais na vida dos filhos

Vivemos num mundo avançado em tecnologia, a era dos computadores, dos vídeo-games invadiram nossas casas e afetaram nossas famílias.

Família = constituída por Deus para ser referencia da Sua glória. Quando Deus fez o homem e a mulher, colocou neles a sua essência divina, o seu caráter, o seu amor. Tudo o que Deus era, estava no homem até que este decidiu tomar decisões sem consultar a Deus e fazer as coisas á sua maneira. Resultado = um lar destruído, cheio de mentiras e acusações, de onde nasceram filhos rebeldes, assassinos, vingativos, etc.

Deus tem padrões estabelecidos para a família.

O homem (Marido) deve conhecer e ocupar sua posição deixada pelo Senhor, de ser um sacerdote do lar. A função do esposo como sacerdote é cuidar de sua família espiritualmente, dando à sua esposa e aos filhos uma direção espiritual, uma cobertura espiritual. Sua função é de ordenar em sua casa um lar cristão. Embora muitos homens desconhecem este papel, até aqueles que estão nas igrejas, e portanto, vemos como resultado = famílias sem direção espiritual, desordenadas.

A mulher por sua vez, tb tem um papel muito importante no lar. Não é apenas aquela que “pilota” o fogão, que lava e passa as roupas, mas de acordo ao padrão de Deus, ela é ajudadora e idônea. É uma com seu marido. Tem o mesmo poder de decisão que o marido e a mesma autoridade, porque os dois são UM apenas com funções diferentes.

Infelizmente o mundo tem estabelecido padrões diferentes do que a Palavra de Deus nos ensina, e portanto, o que temos visto é família destruída, casais que separam egoisticamente, porque não pensam nos filhos e sim na própria felicidade.  O álcool invadindo os lares, as drogas, o adultério, a mentira e tantas outras coisas desagradáveis que entraram nos lares. Esta é a realidade de nossos dias!

Talvez vc diga: – Mas o que isso tem a ver com Pais e filhos?

Uma família sem estrutura, faz filhos sem estrutura.
Uma família sem o amor de Deus, gera filhos sem o amor de Deus.
Uma família onde o homem não ocupa o seu papel de sacerdote e a esposa de ajudadora e idônea, geram filhos inseguros e sem direção, que facilmente serão moldados pelos princípios que o mundo estabelece.

Mas vamos entender, qual é a importância dos Pais na vida dos filhos

Filhos hiper-ativos ou reprimidos (com dificuldade de relacionar-se com outras crianças) filhos rebeldes, mal educados, filhos que não sabem brincar, pois as brincadeiras são “lutinhas”, guerras, etc. ou filhos do sexo masculino que desde criança tem uma preferência por brincadeiras de menina e vice-versa, entre outros, são resultados de um lar conturbado.

A presença participativa dos pais na vida dos filhos faz toda a diferença.

Existem pais que por necessidade precisam estar o tempo todo fora de casa devido ao trabalho, viagens, estudos etc. Só conseguem ver os filhos a noite quando estão dormindo, ou nos finais de semana. A criança só conhece o papel da mãe. Não conhecem a autoridade do pai. Tanto que casos como este, os filhos tendem a recorrer ao pai, quando a mãe lhe chama a atenção ou lhe aplica uma disciplina, e o pai por sua vez sente-se culpado pela ausência e acaba apoiando o filho e tirando a autoridade da mãe.

Há também casos em que os dois precisam trabalhar fora. Em muitos casos os filhos menores vão para uma creche, ou escolinha, outros ficam com os avós, tios ou parentes próximos, e ainda há aqueles que pagam alguém para cuidar dos filhos.

O que acontece com estes filhos?

Não tem a participação ativa dos pais no seu dia a dia. São educados por terceiros que por não serem os pais, deixam a criança muito a vontade, tornando difícil a disciplina pelos pais mais tarde. Além do que, as crianças crescem muito rápido, e os pais acabam por perder o melhor da vida dos filhos. Neste caso, os pais perdem completamente a autoridade sobre os filhos. Os filhos não possuem princípios cristãos bíblicos, pela ausência dos pais.

E filhos de pais separados?
Esta é uma triste realidade. Muitas crianças hoje estão sem o pai ou sem a mãe. Possuem duas famílias, vários outros irmãos, mas são crianças sem nenhuma estrutura familiar, o que prejudica o futuro desta criança. Já crescem tendo uma visão falha do que é ser família. Numa separação, os filhos são os mais prejudicados. Eles amam o pai e a mãe, independente de como eles são. Defendem com unhas e dentes os dois. Mas infelizmente, o tempo vai passando, e o amor pelos pais acabam perdendo a força. Não deixam de amar, mas já não é mais a mesma coisa. Se há alguém aqui que é filho de pais separados, com certeza vc vai poder confirmar isso. Geralmente há um apego maior por aquele que ficou mais tempo junto.

Os filhos crescem com uma visão distorcida do que é ser família. Quando muito pequenos acabam crescendo como a separação sendo algo normal. E que se eles se casarem e não der certo poderão fazer o mesmo: separar-se como fizeram seus pais. No caso de filhos muito pequenos, algumas vezes passam pela vida deles, vários pais ou várias mães, até que seja formada uma nova família. Nós não entendemos a dimensão que isso tem na mente de uma criança.

Mas o diabo sim, sabe muito bem pois faz parte do seu plano destruidor para as famílias. As razões da separação são muitas: incompatibilidade, diferença de idade, de posição social, o fato de estar grávida fora do casamento e o casamento ser “obrigatório”, entre outros motivos… Mas a raiz de tudo isso é a falta de Deus.

Meu lar está destruído, o que fazer?

Amados,
Nós sabemos pela Palavra de Deus, que o diabo veio para roubar, matar e destruir, e por milhares de anos ele tem trabalhado incansavelmente nesta tarefa, e tem alcançado um número assustador destruindo lares e pessoas.

Mas Jesus disse: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (João 10.10). Esta vida em abundância, é uma vida plena, completa, exatamente como Deus planejou no princípio.

O plano de Deus para a família sempre foi perfeito. “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão os dois uma só carne”. O papel do homem seria o de ser sacerdote, aquele que ama, cuida e instrui a família na presença de Deus. E o da mulher de ser uma auxiliar, ajudadora e idônea ao lado do seu marido, e os filhos por sua vez, serem benção na vida dos pais.

Às vezes nós queremos educar nossos filhos, implantar atitudes corretas, condutas que nós não temos. Queremos que os filhos sejam religiosos, quando nós não somos. Que os filhos sejam obedientes quando nós não somos. Por exemplo: Um pai que fuma, vive dizendo para o filho que não deve fumar pois é prejudicial a saúde, mas as palavras não tem valor diante da atitude deste pai que fala mas não pratica.

Há pais que insistem que os filhos sejam participativos na igreja, porque é bom ter uma religião, mas eles mesmos não são praticantes desta exigência.

Valores distorcidos = Famílias distorcidas/destruídas.

O que fazer?
Será que há uma solução?
Será que não é tarde para tentar mudar tudo isso e ser uma família abençoada?

Sim, há uma solução e esta solução está em JESUS. Tudo o que precisamos está em Jesus. E quando falamos que tudo o que precisamos está em Jesus, não significa apenas que quando eu tenha uma necessidade, eu corra aos pés de Deus, e Ele automaticamente tem que me abençoar. Não! Ele abençoa e quer abençoar, quer transformar, foi pra isso que Jesus morreu na cruz, pagando nossa dívida de pecados, e nos dando o direito da vida abundante aqui na terra e eterna no céu.

Atitudes simples como esta: CRER que Deus é suficiente para transformar tua vida, e tua família, e a atitude de CRER E RECEBER a Cristo em sua vida, fará toda a diferença.

Talvez vc diga: mas eu creio em Deus! Qualquer pessoa pode dizer isso. Mas não consiste apenas em crer somente e sim entregar-se a Ele completamente para que Ele seja quem vai cuidar e mudar a tua vida. E Junto a esta atitude de fé, outras atitudes no seu dia a dia em sua casa, com sua família, com seu esposo, esposa e filhos, vc verá a transformação completa da sua casa.

Um simples bom dia ao amanhecer, soa tão bem ao ouvido dos filhos. Ao contrário de acordar os filhos com gritos e ponta pés, um sorriso, um bom dia, um abraço, faz toda a diferença.

Um simples desejo de saber o que seus filhos estão aprendendo na escola, olhar os cadernos, elogiar seus trabalhos, participar da vida deles, fará uma enorme diferença.

Ao contrário de deixar seu filho diante da TV a manhã inteira, porque não se sentar e contar uma história que contenha vida, que contenha moral? Os desenhos que passam na TV estão destruindo nossas crianças. É só luta, guerra, sangue, demônios, feitiçaria. A televisão está trazendo a prostituição pra dentro de nossas casas, está infiltrando a feitiçaria nos corações, e tudo com muita sutileza, muito bem disfarçado. Ensinando não só a criança, mas o adolescente, o jovenzinho a aceitar a homossexualidade e o lesbianismo como algo natural na vida do ser humano. Nada é pecado, é apenas uma opção de vida. E até certo ponto é uma opção sim. Vc vai optar pelo certo ou pelo errado, porque só há dois caminhos: um estreito e quase ninguém quer entrar por ele, e outro largo, sem regras, cheio de facilidades. E o mundo está direcionando nossos filhos, nossa juventude.

Nós, precisamos mudar isso em nossas famílias, ou amanhã teremos filhos feiticeiros dentro de nossas casas, homossexuais, cheio de imoralidade.

Deus nos deu esta noite como uma grande oportunidade de mudança.
Poderíamos ficar horas aqui falando sobre a estrutura de uma família, mas quero apenas deixar um texto bíblico da palavra de Deus que está em Mateus 7: 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.    25E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.     26Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.     27E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.

Dê ao Senhor uma oportunidade de entrar em sua vida, e em sua casa e fazer a transformação que vc precisa. Sozinho(a) vc não vai conseguir nada, mas o Senhor será a tua força, a tua ajuda, o teu socorro.

Entregue ao Senhor a sua vida, entregue a Ele a sua família, e depois será apenas uma questão de se fortalecer na presença de Deus, de conhecer mais sobre a Palavra que pode mudar todas as outras áreas da tua vida, porque o Senhor tem uma direção para todas a coisas.

Glória a Deus

Pastora Silvia Rodrigues

A história da escola dominical

Por Ruth Doris Lemos:

raikes

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.
Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.
A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um polo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.
Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor
Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.
Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.
O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.
Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto frequentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.
As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruístas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

Movimento mundial
No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava – os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.
As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.
A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.
A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.
Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.
No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.

Fonte: CPAD