O arrebatamento da igreja

Arrebatamento

a)    No grego – “PARÚSIA” – estar presente. No sentido escatológico: extrair, desarraigar um povo deste mundo e elevá-lo à presença de Cristo nas alturas.
b)    No latim – “RAPTUS” – rapto repentino. Uma retirada surpreendente.
c)    No português – arrancar, tomar de surpresa.

Na conceituação etimológica, o arrebatamento tem um sentido muito significativo. Será o momento em que o Senhor arrancará, tomará de surpresa, extrairá da terra a sua igreja (noiva) e a levará para se encontrar com Ele (noivo) nos ares. É uma das considerações mais importantes da escatologia no Novo Testamento.
Será algo surpreendente e jamais visto. Conforme a Palavra em 2 Coríntios 15:52 – “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta…” – um grande número de pessoas serão subtraídas repentinamente da terra, causando nesta, grande alvoroço e transtorno. Muitos ficarão confusos em saber o que aconteceu. Catástrofes, acidentes, pânico, desespero e gritarias ocorrerão em decorrência do sumiço em massa. Mas para a Igreja do Senhor será o momento mais desejável, o que tanto a igreja verdadeira anseia, que é a volta do seu noivo para levar a sua noiva para morar com ele eternamente nos céus.

VISÃO BÍBLICA DO ARREBATAMENTO

Tessalonicenses 2:1-3“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição”

1 Tessalonicenses 4:15-17 – Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

Em 2 Tessalonicenses 2:1 o texto começa se dirigindo a “IRMÃOS”, ou seja, a Igreja do Senhor, não é para o mundo, mas para aqueles que fazem parte da família da fé. O texto também trata da “REUNIÃO COM ELE”, Jesus. Essa reunião será exclusiva para a Igreja do Senhor, o momento em que Cristo se reunirá “NOS ARES” (de acordo com 1 tessalonicenses 4:17) por ocasião do arrebatamento.

SÍMBOLOS DO ARREBATAMENTO

A palavra de Deus nos mostra figuras do arrebatamento em muitos trechos das escrituras. São símbolos para cada vez mais ratificar esse momento glorioso para sua igreja.

  • Noé foi poupado por Deus de uma geração inteira – (Gn 7:1-5;13 / 2 Pe 2:5) Nos evangelhos Jesus mostra Noé como exemplo (símbolo) para sua vinda gloriosa (Mt 24:36-39).
  • Deus poupou Ló – (Gn 19:14-17 / 2 Pe 2:7-9) Em 2Pedro 2.6-9 Ló é chamado homem justo. Esse comentário divino lança luz sobre Gênesis 19.22, quando o anjo buscou apressar a partida de Ló com as palavras “Apressa-te, refugia-te nela; pois nada posso fazer, enquanto não tiveres chegado lá”. Se a presença de um homem justo impedia o derramamento do juízo merecido sobre a cidade de Sodoma, quanto mais a presença da igreja na terra impedirá o derramamento da ira divina até sua retirada.
  • Elias e Enoque foram tomados por Deus por serem fiéis – (2 Reis 2:11-14 / Gêneses 5:24) Assim como Deus tomou Elias e Enoque, assim também Deus tomará a sua igreja desta terra no arrebatamento.

Esses são símbolos de arrebatamento para que o seu povo possa cada vez mais estar preparado para esse grande momento.

Lutero escreveu: “…Não pensemos que a vinda de Cristo está longe; olhemos para cima com nossa cabeça erguida; esperemos a vinda de nosso Redentor com mente desejosa e alegre.”

ELE VEM PRIMEIRO PARA OS SEUS (IGREJA GLORIOSA)

Em primeiro momento o Senhor voltará exclusivamente para buscar os seus, a igreja gloriosa, nos céus, e será invisível ao mundo. (João 14:3 / João 17:9;24 / Mateus 22:2;11-13 / 1 Pedro 4:18 / 2 Pedro 2:5)

2 Tessalonicenses 1:10 – “quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho) ”.

Observe que ele virá primeiro para ser glorificado “nos seus santos e ser admirado em todos os que CRERAM”. Essa manifestação não será para aqueles que não creram e não deram crédito a sua Palavra. Devemos também ressaltar que o arrebatamento será apenas para os fiéis à Palavra de Deus, aqueles que verdadeiramente se compromissaram em servir ao Senhor de todo coração.
Existe uma distinção entre a verdadeira igreja fiel e aqueles que apenas com lábios professam o nome do Senhor, porém o coração está longe Dele. A igreja verdadeira é composta por todos os que receberam a Cristo como Salvador e são compromissados com Ele. Ao contrário disso, temos a igreja infiel, composta por aqueles que fazem profissão de aceitar a Cristo sem realmente recebê-lo.
Este último grupo entrará no período da grande tribulação, pois Apocalipse 2.22 indica claramente que a igreja infiel não salva experimentará a ira como castigo. Apenas a verdadeira igreja será arrebatada.

Apocalipse 2:22 – “Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita”.

O arrebatamento não retirará todos os que professam fé em Cristo, mas apenas os que tenham nascido de novo e recebido a Sua vida. A porção descrente da igreja visível, junto com os descrentes deste mundo, entrará no período da grande tribulação.

Apocalipse 19:9 – “Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”.

* (Grande tribulação – de acordo com a bíblia será período de sete anos que em Deus derramará sobre a terra toda sua ira)

DISTINÇÃO ENTRE O ARREBATAMENTO E A VINDA VISÍVEL.

Outro ponto importante que devemos observar é não confundir o arrebatamento com a vinda visível do Senhor. A vinda visível será para todo o mundo, todo o olho verá a manifestação da sua gloriosa aparição, Ele virá com sua igreja que fora arrebatada antes.
Existem várias contraposições entre o arrebatamento e a segunda vinda. Elas mostrarão que os dois acontecimentos não são vistos como sinônimos nas Escrituras.

  • O arrebatamento compreende a retirada dos crentes, enquanto o segundo advento requer o aparecimento e a manifestação do Filho.
  • No arrebatamento os santos são levados nos ares, enquanto na segunda vinda Cristo volta à terra.
  • No arrebatamento Cristo vem buscar Sua noiva, enquanto na segunda vinda Ele retorna com a noiva.
  • O arrebatamento resulta na retirada da igreja e na instauração da grande tribulação, enquanto a segunda vinda resulta no estabelecimento do reino milenar.
  • O arrebatamento traz uma mensagem de conforto, enquanto a segunda vinda é acompanhada por uma mensagem de julgamento.
  • O arrebatamento deixa a criação intacta, enquanto a segunda vinda implica uma mudança na criação.
  • O arrebatamento ocorrerá antes do dia da ira, enquanto a segunda vinda após a tribulação daqueles dias.
  • O arrebatamento é apenas para os crentes fiéis, enquanto a segunda vinda tem efeito sobre todos os homens.

Essas e outras contraposições apoiam a alegação de que se trata de dois planos diferentes que não podem ser unificados num só.

IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO

O arrebatamento também é tema de discordância para alguns estudiosos que levantam questões da ocasião do arrebatamento em relação ao seu período (se o arrebatamento será: antes, depois ou dentro da Grande tribulação). Com isso criaram suas teorias sobre o assunto de uma forma errônea por não analisarem profundamente as Escrituras Sagradas. Duas das principais teorias vistas nos dias atuais são: a teoria mesotribulacionista e a pós-tribulacionista. Lembrando que são apenas teorias sem uma fundamentação bíblica contundente.

  • A Teoria do arrebatamento pós-tribulacionista (após a Grande Tribulação) – Diz que a igreja continuará na terra até a segunda vinda de Cristo, após a Grande tribulação, no final desta será levada às nuvens para encontrar o Senhor que veio pelos ares, vindo do céu no segundo advento, para retornar imediatamente com Ele. Ou seja, a Igreja passará por todo período da Grande tribulação. Reese defensor dessa teoria escreve: A igreja de Cristo não será retirada da terra até o segundo advento de Cristo, bem no final desta presente era: o arrebatamento e o aparecimento ocorrem no mesmo momento de transição; consequentemente, os cristãos desta geração serão expostos às aflições finais sob o anticristo. (Alexander REESE, The approaching advent of Christ)
  • Teoria do arrebatamento Mesotribulacionista – De acordo com essa interpretação, a igreja será arrebatada ao final da primeira metade (três anos e meio) da grande tribulação, com isso, ela suportará todos os acontecimentos dessa primeira metade.

Mas de acordo com a veracidade bíblica veremos que o arrebatamento ocorrerá antes da grande tribulação. Logo após o arrebatamento, então, será derramado sobre a terra a ira de Deus. Deus não permitirá que seu povo passe pela ira que se abaterá naqueles dias.
Para entendermos alguns dos motivos pelos quais a Igreja não passará pela grande tribulação é necessário entendermos a natureza e o caráter da Grande Tribulação.
Existem várias palavras usadas no Antigo e no Novo Testamento em referência ao período da Grande Tribulação, as quais, quando examinadas em conjunto, oferecem a natureza essencial ou o caráter desse período:

1)   ira (Ap 6.16,17; 11.18; 14.19; 15.1,7; 16.1,19; l Ts 1.9,10; 5.9; Sf 1.15,18);
2)   julgamento (Ap 14.7; 15.4; 16.5-7; 19.2);
3)   indignação (Is 26.20,21; 34.1-3);
4)   castigo (Is 24.20,21);
5)   hora do julgamento (Ap 3.10);
6)   hora de angústia (Jr 30.7);
7)   destruição (Jl 1.15);
8)   trevas (Jl 2.2; Sf 1.14-18; Am 5.18).

Então a natureza da Grande Tribulação claramente é demonstrada como “ira” e “julgamento” divino. Sabemos que nosso abençoado Senhor suportou a ira e o julgamento de Deus em nosso lugar; portanto, nós, que estamos Nele, “não seremos julgados”.
A antítese de 1 Tessalonicenses 5.9 é uma evidência conclusiva: “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo”.
Ira para outros, mas salvação para nós (Igreja) no arrebatamento, “quer vigiemos, quer durmamos” (v.10).
Não há dúvida de que esse período testemunhará o derramamento da ira divina por toda a terra.

Em Apocalipse 3.10 vemos:

“Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.

Vemos que esse período tem em vista “os que habitam sobre a terra”, e não a igreja. A mesma expressão ocorre em Apocalipse 6.10; 11.10; 13.8,12,14; 14.6 e 17.8.

A palavra “habitam” usada aqui (katoikeo) é forte. É usada para descrever a totalidade do Deus que habitava em Cristo (Cl 2.9); é usada para a moradia permanente de Cristo no coração do crente (Ef 3.17) e dos demônios retornando para obter posse absoluta de um homem (Mt 12.45; Lc 11.26). Ela deve ser diferenciada da palavra “oikeo”, que é o termo geral para “habitar”, e deparoikeo”, que tem a idéia de transitório, “visitar”.
O termo “katoikeo” inclui a idéia de permanência. Dessa maneira, o julgamento referido em Apocalipse 3.10 dirige-se aos habitantes da terra daquele dia, aos que se estabeleceram na terra como se fosse sua verdadeira casa, aos que se identificaram com o comércio e a religião da terra.
Visto que esse período está relacionado com os “que habitam a terra”, os que se estabeleceram em ocupação permanente, não pode ter nenhuma referência à igreja, que seria sujeita às mesmas experiências se estivesse aqui.
Outra expressão em Apocalipse 3.10 é: “Eu te guardarei da hora da provação”.
João usa a palavra “têreõ” (tereso) para o verbo guardar. Quando esse verbo é usado com a preposição “de” com “em”, significa “fazer com que alguém persevere ou se mantenha firme em algo”; quando usado com “ek” significa “fazer com que alguém fique em segurança escapando para fora de”.
Como “ek” é usado aqui, indica que João está prometendo à igreja o afastamento da esfera de teste, e não a preservação durante o teste. Isso é ainda mais concretizado pelo uso das palavras “da hora”. Deus não está apenas guardando das provações, mas também da própria hora em que essas provações chegarão aos que habitam a terra.
Desse modo gramaticalmente Apocalipse 3.10 pode significar “perfeita imunidade contra” e não “passando ilesa pelo mal”. A gramática permite a interpretação de completa imunidade do período. Outros estudiosos dizem a mesma coisa da preposição “ek” (fora de, para longe de).
Similarmente lemos em 1 Tessalonicenses 1.10 que Jesus nos livra “da (ek) ira vindoura”.
Isso não pode significar proteção nela; isso deve significar isenção dela. Parece, então, perfeitamente claro que a preposição “de” pode significar completa isenção do que é previsto.
No que diz respeito ao contexto, observa-se que a promessa não é meramente ser guardada da tentação, mas da hora da tentação, i.e., de um período como tal, não apenas das lutas durante o período. E, mais uma vez, porque um apóstolo escreveria “ek tes horas” (da hora), como fez, quando facilmente poderia ter escrito “en te hora” (na hora)? Certamente o Espírito de Deus o guiou na própria linguagem que empregou.

Em 1 Tessalonicenses 5.9: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo”. O contraste nessa passagem é entre a luz e a escuridão, entre a ira e a salvação. 1 Tessalonicenses 5.2 mostra que essa ira e escuridão estão ligadas ao dia do Senhor.
Uma comparação dessa passagem com Joel 2.2; Sofonias 1.14-18; Amós 5.18 descreverá a escuridão mencionada aqui como a escuridão da grande tribulação.
Uma comparação com Apocalipse 6.17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19 descreverá a ira do dia do Senhor. Paulo ensina claramente no v. 9 que nossa expectativa e destino não são ira e escuridão, mas salvação, e o v. 10 mostra o método dessa salvação, a saber, para que “vivamos em união com ele”.
Em 1 Tessalonicenses 1.9,10. Uma vez mais Paulo indica claramente que nossa expectativa não é a ira, mas a revelação do “Seu Filho dos céus”. Isso não poderia acontecer, a menos que o Filho fosse revelado antes de a ira da grande tribulação ser derramada na terra.
Tudo isso nos mostra de forma clara e absoluta que a igreja não passara pela grande tribulação, antes, porém será arrebatada sendo assim liberta dessa grande ira que abaterá a terra.
Todas as teorias como a pós-tribulacionista e mesotribulacionista não tem como sustentar com base bíblica suas afirmações. Deus não irá permitir que sua igreja seja julgada com o mundo, ela é a menina dos seus olhos, a sua noiva amada, e o maior desejo de Deus é se encontrar com ela e assim também esse é o maior desejo da noiva que se preze.
Já que a igreja é o corpo, do qual Cristo é o cabeça (Ef 1.22; 5.23; Cl 1.18), a noiva de Cristo (1 Co 11.2; Ef 5.23), o objeto de Seu amor (Ef 5.25), os ramos dos quais Ele é a videira e a raiz (Jo 15.5), o edifício do qual Ele é a base e pedra angular (1 Co 3.9; Ef 2.19-22), existe entre o crente e o Senhor uma união e uma unidade. O crente não está mais separado d’Ele, mas é trazido para perto d’Ele. Se a igreja estiver na grande tribulação, estará sujeita à ira, ao julgamento e à indignação que caracterizam o período. Visto que a igreja foi aperfeiçoada e liberta de tal julgamento (Rm 8.1; Jo 5.24; l Jo 4.17), se ela fosse novamente sujeita a julgamento, as promessas de Deus não teriam efeito e a morte de Cristo seria ineficaz. Quem ousaria afirmar que a morte de Cristo falhou no cumprimento de seu propósito?

DISCERNINDO A ÉPOCA DO ARREBATAMENTO

O Dia de Cristo para a Igreja, o arrebatamento, a época da sua vinda:

Lucas 12:54-56 – “Disse também às multidões: Quando vedes aparecer uma nuvem no poente, logo dizeis que vem chuva, e assim acontece; e, quando vedes soprar o vento sul, dizeis que haverá calor, e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir esta época?”

Romanos 13:11 – “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos”.

Ninguém pode marcar dia nem hora para a vinda do Senhor Jesus, pois Ele mesmo afirmou: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus…” Mateus 24:36. Mas o próprio Jesus nos dá autoridade para discernimos a época (Lc 12:54-56). A Palavra de Deus fala que conheceríamos o tempo (Rm 13:11), ou seja, dia e hora não saberemos, mas a época, o tempo, a geração da sua vinda iríamos discernir (Mt 24:32-34).

Mateus 24:32-34 – “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.

A palavra profética proferida por Jesus em Mateus 24:32-34 nos assegura que vivemos na geração de sua vinda.
“Aprendei a parábola da figueira…” – é uma parábola, ou seja, uma narração alegórica, uma comparação, para mostrar outras realidades de ordem superior.
A FIGUEIRA, representada na parábola, significa Israel.
“…quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam…”. Em 70d.C, os romanos destruiram Jerusalém e isso acarretou uma nova diáspora em Israel, obrigando os judeus a irem para outros países da Ásia Menor ou sul da Europa. Eles ficaram dispersos por quase 2 mil anos, sem pátria própria. A dispersão do povo judeu pelo mundo se tornou o cumprimento de várias profecias bíblicas: Jeremias 31:10 / Ezequiel 36:19 / Mateus 23:37-39 –Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Mais de seis milhões de judeus foram exterminados nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Isso impulsionou a reconstituição de um Estado próprio (a renovação dos ramos e o brotar das folhas – Mt 24:32) depois de quase 2 mil anos da saída dos judeus. A diáspora terminou em 1948, com a criação de Israel sobre a Palestina, ou seja, em maio 1948 com a criação do ESTADO DE ISRAEL a figueira brotou, Israel voltou a ser nação cumprindo-se a profecia bíblica. Ezequiel 36:24 / Ezequiel 37:21.
Dessa forma, deu-se início a um novo período bíblico “…sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.
“Estamos às portas” para a vinda do Senhor e conforme a palavra de Deus: desta geração não passará sem que tudo isso aconteça. Nós vivemos sem dúvida nenhuma, a geração do arrebatamento da igreja.
Outro ponto importante para o arrebatamento encontra-se em 2 Tessalonicenses 2:1-3:

2 Tessalonicenses 2:1-3 – “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição”
Como o próprio texto diz no versículo 1, “IRMÃOS”, ou seja, para a igreja do Senhor, referindo-se ao momento em que Cristo se encontrará com sua igreja numa “REUNIÃO” nos “ARES” (1Ts 4:17).
Observe que no versículo 3 o apóstolo Paulo destaca: “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá…”. Isto o que? Refere-se a reunião de Cristo com os irmãos (Igreja) destacada no versículo 1, ou seja, a reunião que acontecerá nos ARES de acordo com 1 Tessalonicenses 4:17, o arrebatamento.
O apostolo Paulo está colocando que o arrebatamento da Igreja não acontecerá sem que primeiro venham dois fatores importantíssimos destacados no versículo 3: “…primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição”. Outros dois grandes sinais para o arrebatamento da Igreja.
É necessário que antes do arrebatamento, venha a APOSTASIA e a revelação do HOMEM DA INIQÜIDADE, O FILHO DA PERDIÇÃO, o anticristo.
Não temos dúvida que hoje já vivemos um período de intensa apostasia, porém temos que ficar de olho para algo que logo acontecerá, a revelação do anticristo. Porém muita atenção, a palavra de Deus nos mostra que será apenas revelado o anticristo, não espere o reinado deste. Essa revelação será para a igreja do Senhor apenas identificá-lo, ele não aparecerá ou será destacado como o anticristo para o mundo, mas sim como uma grande autoridade mundial. Essa revelação ocorrerá de forma rápida e surpreendente e os que observam atentamente as profecias bíblicas irão discernir.
A igreja tem que estar cheia do óleo para o arrebatamento, pois a revelação do anticristo pode ocorrer a qualquer momento, o palco já está armado, será num abrir e fechar de olhos, e assim, estaremos para sempre com o Senhor.

OBSERVAÇÕES FINAIS:

Após o arrebatamento, porque a bíblia ainda se refere a escolhidos?
Mateus 24:15-16:21-22. – são os judeus (remanescentes de Israel que serão salvos na vinda visível do Senhor), os 144 mil. Por causa deles os dias serão abreviados. Estes são os que venceram o anticristo.
Deus vai levar suas primícias no arrebatamento. Referências bíblicas:
1 Coríntios 15:20 / Tiago 1:16-18 / João 17:24 / Apocalipse 3:10-11 / João 17:14 / 1 Coríntios 15:50-52 / 2 Coríntios 5:1-4.
Teremos um corpo igual ao corpo de Cristo na glória.
Filipenses 3:20-21- “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”.

Prepare-se, o Rei Jesus está voltando. Maranata!
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma. Hebreus 10:35-39

A história da escola dominical

Por Ruth Doris Lemos:

raikes

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.
Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.
A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um polo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.
Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor
Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.
Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.
O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.
Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto frequentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.
As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruístas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

Movimento mundial
No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava – os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.
As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.
A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.
A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.
Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.
No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.

Fonte: CPAD

A igreja

A igreja como instituição física, com seus templos e os seus bens, é criação humana. Quando Jesus falava da igreja Ele se referia aos cristãos, porque a igreja é o corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a cabeça e cada um de nós um de Seus membros, que juntos formam o corpo. “… Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”. (Efésios 5: 23), “E ele (Jesus) é a cabeça do corpo, da igreja;…” (Colossenses 1: 18), “… e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja”. (Colossenses 1: 24). Somos onde Ele verdadeiramente habita. Portanto, a igreja nada mais é do que um termo dado a união de todos os membros do corpo de Cristo, ou seja, de todos os Seus seguidores, pode-se então dizer que igreja é o coletivo de cristão. Por isto é que chamamos de igreja qualquer local onde ocorra a congregação do povo de Cristo. Esta é a razão pela qual o homem tende a confundir e achar que a igreja significa o prédio, a construção, a estrutura física e material. Isto é engano, tanto que a igreja pode se reunir numa praia, num campo, num monte, ou em qualquer outro lugar, inclusive a céu aberto. Outro engano muito comum é achar que a igreja é representada pelo Vaticano. Na verdade, quem a representa somos nós, cristãos, devendo ter o clero, em qualquer que seja a denominação religiosa cristã, a função exclusiva de apascentar, instruir e orientar o povo a buscar O Senhor individualmente, para que todos criem uma intimidade pessoal com Ele, sendo esta construída através da oração (feita com o próprio entendimento da pessoa e não através de rezas repetitivas) e do conhecimento das escrituras sagradas. O apóstolo Paulo disse aos anciãos da igreja “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (Atos 20: 28).

O papel da igreja enquanto instituição religiosa é o de educar o povo de Cristo, conforme Jesus falou: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir (profecias).” (João 16: 7, 8 e 13).

“Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” (Atos 20: 29, 30)