O sacerdócio

O sacerdócio

OS ENGANOS DO CRISTÃO

Os ensinamentos católicos nos levam a crer que o apóstolo Pedro foi o primeiro Papa e que sobre ele a igreja cristã foi edificada, pois ele seria a “pedra” da qual Jesus se referiu quando disse: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mateus 16: 18,19).
Será que Pedro é “a pedra” que Jesus se referia? A deficiência de Pedro em compreender certos ensinamentos, sua intemperança, sua inconstância, sua covardia e, finalmente, sua fuga, relatadas nos evangelhos, dão testemunho contrário à firmeza exigida para ser “a pedra”, uma rocha inabalável sobre a qual Cristo pudesse edificar Sua Igreja. Jesus sabia que tais características humanas, presentes em Pedro, eram incompatíveis com o caráter necessário para ser comparado a uma pedra. Aliás, nenhum homem por mais santo que seja é tão firme assim, todos somos maleáveis, corruptíveis e susceptíveis ao erro, nenhum de nós é infalível, com a exceção do Filho de Deus.  Por isso, como podemos constatar no velho testamento, as escrituras usam a expressão “a rocha” somente quando se referem ao Messias, no intuito de designar a Palavra de Deus, O verbo, ou seja, Jesus Cristo. Tendo isso em vista, a “pedra” da qual Jesus se referiu na passagem acima não é Pedro, mas a sua revelação quando ele afirmou que Jesus é o Filho de Deus.
Quando Jesus disse “sobre esta rocha edificarei Minha igreja” Ele estava dizendo que seria sobre esta revelação, sobre esta firme verdade (rocha, ou pedra), que Ele edificaria Sua igreja, pois é claro que a igreja de Cristo não poderia ser edificada sobre um ser humano, Jesus não cometeria tal tolice. Qualquer um que reflita bem sobre o assunto, considerando todo o contexto bíblico, entende, sem a menor sombra de dúvida, que edificar a igreja sobre um homem não é uma atitude sábia, uma decisão dessa não seria coerente com a sabedoria de Jesus. Sendo assim, Jesus pediu a Pedro que edificasse Sua igreja sobre a revelação que lhe foi dada por Deus Pai, e não sobre si mesmo.
Quando o templo de Deus foi edificado por Salomão ele não foi edificado sobre nenhum homem, mas apenas sobre as leis dadas ao povo através de Moisés, as quais estavam dentro da arca, escritas sobre a pedra! Vemos que o fato da lei de Deus ter sido escrita na pedra não é coincidência, mas uma forma Dele nos preparar, mostrando que a Sua palavra é “pedra”. Desse modo, Jesus, por ser o Verbo, ou seja, a Palavra de Deus, é também “a pedra” ou “a rocha” da qual as escrituras falam. Portanto, assim como a “pedra” sobre a qual o templo de Deus foi edificado é a Sua palavra, a “pedra” sobre a qual a igreja de Cristo foi edificada também é, só que desta vez foi revelada não através de Moisés, mas através de Pedro: “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16: 16). Moisés não era a pedra, assim como Pedro também não é, ela é e sempre foi a Palavra, a Revelação de Deus.
Continuando o versículo acima, está escrito: E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 16: 17). Com essa declaração de Jesus deixa claro que a glória pela revelação não é de Pedro, pois Ele não a atribuiu à carne e ao sangue, ou seja, a nenhum ser humano, para que Pedro não se exaltasse e nem fosse exaltado pelos cristãos por conta disso. Toda a gloria desta e de qualquer outra revelação, ou de qualquer outra coisa é exclusivamente de Deus. Até os dias atuais existe um mal entendido a respeito disso, pois os cristãos menos esclarecidos na bíblia acreditam que Pedro é a “pedra” sobre a qual a igreja cristã foi edificada. Inclusive, na época em que a igreja impedia o povo de ler a bíblia esse argumento foi muito usado para aumentar o poder do Papa.

Para esclarecer este mal entendido precisamos nos fazer algumas perguntas, tais como: Será que Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro e sobre ti (que é “pedra”) edificarei a minha igreja”? Ou é mais sensato que Ele tenha dito: “Tu és Pedro e sobre a revelação da Palavra de Deus que tiveste (que é “pedra”) edificarei a Minha igreja”? Qual dessas duas interpretações mostra a natureza perfeita de Deus? É mais provável que a “pedra” seja um homem imperfeito, ou que ela seja uma revelação divina? Pense bem, pois, conforme está escrito, os enganos vêm da má interpretação das escrituras! “Errais não conhecendo as escrituras”. (Mateus 22: 29).
Precisamos também refletir se a sua atual interpretação dessa passagem em que Jesus foi uma conclusão sua, através do estudo bíblico, ou se foi simplesmente uma interpretação que você acatou porque lhe foi ensinada desde a infância? Veja bem, Jesus é o Filho de Deus, esta revelação permanece até os dias de hoje, mas Pedro não. Sendo assim, quem seria de fato a “pedra”?
Para compreender ainda melhor esse impasse, basta nos fazermos a seguinte pergunta: Qual é a pedra fundamental da igreja cristã, Pedro ou a revelação de Pedro? Vejamos, Jesus é o Filho de Deus, esta revelação é o fundamento e a base sólida do cristianismo, sem a qual não existiria a igreja. A religião cristã não existe por causa de Pedro, ela só existe por causa da crença naquilo que O Espirito Santo lhe revelou, de modo que a “pedra” é a revelação em si e não o revelador.
Se Simão Barjonas não é a “pedra”, então porque Jesus passou a chama-lo de Pedro, que significa “pedra”? Ora, porque a “pedra” (revelação) veio ao conhecimento dos homens por sua boca. Tal revelação é a “pedra” com a qual Jesus o incumbiu de edificar Sua igreja.
Qual seria então a real incumbência dele? Para deixar a missão de Pedro bem clara Jesus repetiu três vezes “Pedro, tu me amas? Apascenta minhas ovelhas”. A missão de Pedro, como a de qualquer outro sacerdote é a de apascentar as ovelhas de Cristo, tendo em vista que apascentar é dar pasto, ou melhor, é alimentar, Pedro ficou incumbido de alimentar o rebanho com a Palavra deDeus, inclusive com revelação que o Espírito Santo acabara de lhe dar.

“O Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós”. (João 14: 17). Isto significa que o homem que não conhece por experiência própria a palavra de Deus não tem o Espírito Santo, pois não crê que Ele existe por não vê-lO.

Muitos cristãos acham que a religião é como uma aula de escola, onde para se dar bem na prova não é sempre necessário aprender lendo o livro texto no qual a matéria se baseia. Acham que às vezes basta prestar atenção na aula para se sair na média. Em primeiro lugar, este raciocínio não é exatamente correto, pois para um aluno aprender bem a matéria sem ler o livro seria necessário haver um excelente professor, que conhecesse muito bem tudo que está no livro texto. O problema é que, desta forma, como é que um aluno vai saber se o professor realmente sabe o que diz que sabe se o próprio aluno não conhecer o que há no livro? Como poderia ter alguma idéia sobre o conhecimento do seu professor? Confiaria ele no professor e na reputação dele, arriscando ser reprovado? Ou ainda, confiaria em si mesmo como sendo um bom ouvinte, dedicado e de boa memória? Seria esta uma atitude prudente? Em segundo lugar, para que isto desse certo, o aluno não poderia ser do tipo que freqüenta a escola de vez em quando, pois chegando o dia da prova seguramente não sairia bem. Ora, se até mesmo numa hipótese como esta, referente à escola, que não pode lhe imputar nenhuma pena grave, apenas confiar no professor e prestar atenção a aula não é garantia de sucesso, que dirá quando se trata da salvação ou perdição de sua alma. Sacerdotes também são homens, sujeitos a falhas. Não se pode confiar cegamente neles ou em si mesmo, pois também tu és homem falho e passível de engano. A bíblia diz: “É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem”. (Salmos 118: 8); e diz ainda: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jeremias 17: 5).

O engano vem do inimigo do homem, contudo, é o próprio o homem quem o dissemina pelo mundo. Por causa da falta de fé e de confiança em Deus muitos não crêem em quem não enxergam com seus olhos carnais, e por isto preferem acreditar cegamente em doutrinas e religiões, em padres e pastores, já que a estes conseguem ver. Estes homens de pouca fé se negam a buscar a verdade de Deus na própria fonte dela, a bíblia. Por comodismo e preguiça buscam Deus em sacerdotes, igrejas e templos em vez de buscá-lo dentro da Sua palavra, através do Seu Espírito Santo. “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens” (Atos 7: 48); “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Corintios 3: 16). Se estes incrédulos não conhecem a bíblia como poderão saber se o sacerdote realmente sabe o que diz que sabe? Ou seja, se ele verdadeiramente conhece a bíblia ou se apenas repete a doutrina da igreja que durante anos lhe foi imputada?  Infelizmente muitos cristãos nem sequer querem saber da verdade, vão para a igreja para serem bem vistos perante a sociedade, são hipócritas disfarçados de servos.

Diferentes interpretações da bíblia podem levar ao erro, mas nem todo interpretação chega a ser heresia, porém erro maior, por ser proposital, é o de modificar ou adicionar conteúdo á Palavra de Deus, criando uma doutrina alheia à bíblia. “Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram”. (Salmos 89: 34). Um exemplo disso é o ensinamento que os pecados precisam ser confessados a um sacerdote. Segundo a bíblia a confissão deve ser diretamente ao Senhor. “…Disse:  confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e Tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado”. (Salmos 32: 5). “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1 João 1: 19). “…Quem pode perdoar pecados, senão Deus?”. (Marcos 2: 7 e Lucas 5: 21). “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará”. (Mateus 6: 14). Nenhuma pessoa, nem mesmo sendo sacerdote, pode pedir a Deus o perdão pelos pecados da outra, nem intermediar a confissão, pois o arrependimento deve ser apresentado de forma pessoal e intransferível perante Deus, por meio do Espírito Santo que está em nós. Só Deus é capaz de perdoar. Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele”. (Daniel 9: 9).

As menções que a bíblia faz em que é preciso um sacerdote, não para perdoar, mas para intermediar o perdão dos pecados, estão somente no antigo testamento, quando era apenas o sacerdote que podia receber as ofertas e realizar sacrifícios. Este ritual ocorria nos tempos da lei, que terminou com a vinda de Jesus. O sacerdote intermediava o perdão, pois somente ele podia efetuar holocaustos e entrar no lugar sagrado, chamado Tabernáculo, mais precisamente no recinto chamado de “Santo dos Santos” (interior do Tabernáculo). Segundo a bíblia, o próprio Deus, através do Seu Espírito, estava presente nesse lugar e lá orientava o sacerdote. Hoje este Espírito, o Espírito Santo, está presente dentro de todos nós: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6: 19). É o Espírito Santo Quem nos ensina todas as coisas e nos faz lembrar de tudo que Jesus disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14: 26), nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16: 8), nos guia em toda a verdade e nos anuncia o que há de vir: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” (João 16: 13).

O Espírito de Deus dentro de nós permite que entremos na presença de Deus, sem a necessidade de intermediadores. Aos sacerdotes cabem as funções de receber as ofertas, pregar, orientar e apascentar as ovelhas de Cristo. De acordo com o dicionário Aurélio, da língua portuguesa, apascentar significa: “Levar a pastar, pastorear: apascentar o rebanho. Alimentar, nutrir”. “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.”(João 21: 15 a 17). Jesus disse aos seus discípulos: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (Atos 20: 28).

Vemos que a finalidade dos sacerdotes é apenas de apascentar, ou seja, de alimentar o rebanho de Cristo com a Sua palavra. Em nenhum lugar da bíblia está escrito que cabe aos sacerdotes imputar penitências ao povo para que ocorra o perdão dos pecados. É até um absurdo a ideia de que algumas orações repetidas (rezas) perdoem pecados por serem impostas como penitencia. Aos sacerdotes não cabe aplicar penitencias, mas apenas exortar as ovelhas para que se arrependam. Devem apenas aconselha-las e repreende-las usando a Palavra de Deus, em vez de lhes imputar penas ou penitencias. Quem recebe confissão é Deus, o que um sacerdote deve fazer é apenas aconselhar a pessoa arrependida, dizendo algo como: “Ore a Deus, converse com Ele e exponha suas fraquezas com sincero temor e humildade para que Ele lhe perdoe”.

Um sacerdote não deve mandar um cristão rezar como forma de fazer penitencia, mas pode e deve mandar o cristão orar, porém não por penitencia, mas para que por meio da oração ele desenvolva um relacionamento aberto e de intimidade com Deus, o que só é possível através da oração (que significa falar com Deus usando nossas próprias palavras) e não da reza (que significa repetir uma oração pré-estabelecida). Rezar não faz Deus nos perdoar, pois na reza a gente fala, fala, fala, mas acaba não dizendo nada, visto que a reza é mera uma repetição continua. O que faz Deus nos perdoar é a oração, pois somente usando nossas palavras é que conseguimos expressar o arrependimento e demonstrar sincera humildade.

Antigamente os sacerdotes eram tão ignorantes que para aplicarem uma penitência eles levavam em consideração o tamanho do pecado, de modo que quanto maior era o pecado mais vezes a pessoa tinha que repetir uma determinada reza, ou uma sequencia de rezas diferentes (o terço, por exemplo), como se a quantidade de repetições fosse fazer com que a pessoa se arrependesse. Uma pessoa pode rezar dez mil vezes a “Ave Maria” e mil vezes o “Pai Nosso”, pode se ajoelhar sobre milho e até sobre brasa quente, mas só vai conseguir expressar arrependimento se usar palavras provenientes do seu coração, pois palavras repetidas e castigo físico não são sinais de arrependimento, esses são sinais apenas de ignorância em relação à palavra de Deus.

Se todos os sacerdotes do cristianismo tivessem a sabedoria proveniente de Deus, diria a seguinte coisa aos cristãos que os procurassem para se confessar: “Se você quer se confessar o Espirito Santo está pronto para lhe ouvir, faça uma oração de arrependimento sincero e Deus te perdoará. Você não precisa mais pagar penitencia alguma, Jesus já fez isso por você, apenas abra seu coração e Lhe peça perdão, pois eu, mesmo sendo um sacerdote, um homem de Deus, não sou digno de lhe perdoar, visto que sou humano e também necessito do perdão divino. Eu também necessito me confessar, portanto, se eu ouvir sua confissão, quem ouvirá a minha? Somente aquele que não tem pecados pode ouvir uma confissão e perdoar. Somente Deus pode ouvir as confissões de todos nós, do mais pecador ao mais santo. Não posso ouvir sua confissão porque não posso me colocar na posição de intermediário e de consolador, pois tal posição pertence ao Espírito Santo, que a Palavra diz que é quem intercede por nós com gemidos inexprimíveis quando oramos, pois não sabemos como pedir nada como convém, o que inclui pedir perdão. Por isso vá e se confesse com o Espirito Santo ore com suas palavras e Ele levará a Deus os seus pedidos, pois está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1: 9).”

Se todo sacerdote cristão tivesse essa sabedoria os cristãos seriam um povo muito mais abençoado, no entanto, em vez de dar tais conselhos aos cristãos, vemos que muitos sacerdotes do cristianismo de hoje aceitam ouvir confissões. Alguns deles ainda aplicam a penitencia e com isso fazem com que a pessoa entenda e creia que a reza é o que faz uma pessoa ser perdoada. Sinto uma tristeza muito grande em saber que isso acontece e em lembrar que eu já fui tão biblicamente ignorante a ponto de acreditar que o perdão deriva da quantidade de rezas que repetimos. É fato que muitos cristãos não leem a Palavra de Deus, então por ignorância cumprem as penitencias conforme lhes são impostas pelos sacerdotes, achando que a partir dali seus pecados estarão efetivamente perdoados. Contudo, não estou dizendo que essas pessoas não possam ser perdoadas, pois é possível que Deus lhes perdoe por misericórdia, em virtude da ignorância, ou porque seus corações estavam realmente arrependidos enquanto rezavam, mas certamente Ele não as perdoa simplesmente porque se confessaram para um sacerdote ou porque realizaram alguma penitencia.

Ao se confessar, quer seja com algum sacerdote ou com o próprio Deus, como deve ser feito, muitas pessoas simplesmente relatam os seus erros sem realmente ter se arrependido deles e sem a genuína intenção de não repeti-los. Confessam seus pecados apenas por desencargo de consciência, apenas pela sensação de “dever cristão” cumprido, porém não há um profundo arrependimento, e Deus sabe disso. Quem age assim não está arrependido e sem o arrependimento não há perdão. O pior é que as pessoas que fazem isso pensam que essa confissão da boca para fora irá “zerar sua conta” com Deus, digamos assim, porém não demora muito para que o diabo as faça “abrir uma nova conta”.

A confissão não é uma fórmula mágica para que se possa continuar pecando sem culpa, ela é um instrumento de limpeza espiritual pelo qual nos derramamos em humildade diante de Deus a fim de nos tornar mais íntimos Dele. A confissão também é uma ferramenta para que possamos aperfeiçoar a nossa santidade, a nossa fé e o nosso espírito, de modo que sem a confissão não há arrependimento e sem o verdadeiro arrependimento não há perdão.

E como saber se alguém está verdadeiramente arrependido? Certamente um sacerdote humano não saberá, ele pode apenas supor que alguém se arrependeu, mas nunca saberá com certeza. Este é mais um motivo pelo qual um sacerdote humano não pode perdoar pecados. Pode um homem olhar nos olhos de outro e dizer com segurança que vê arrependimento? A resposta é não, pois somente Jesus é o Sumo Sacerdote que enxerga além dos olhos e através do coração até chegar ao intimo do espírito. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.” (Hebreus 4: 12 a 14).

Jesus é o único sacerdote capaz de ver o genuino arrependimento dentro de nós, pois é capaz de enxergar o arrependimento da alma. Além disso, Ele também é o único com o poder de perdoar pecados, portanto, é o único a quem devemos nos confessar. “Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão.” (Hebreus 3: 1). O sacerdote homem pode ouvir o arrependimento da boca, mas o arrependimento da alma e do coração somente Deus ouve, pois a bíblia diz que o Espírito Santo de Deus examina os corações e conhece nossas intenções: “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (Romanos 8: 27). Por estas coisas é que os nossos pecados devem ser confessados a Deus, para serem perdoados por Ele, de quem parte todo o perdão.

Mesmo na época do antigo testamento o perdão não partia do sacerdote e nem era concedido por ele, sua função, além das citadas anteriormente neste texto, incluía a importante função de, juntamente com os profetas, convencer o povo de suas iniquidades, função que hoje é papel do Espírito Santo, como mostra os versículos acima. O sacerdote orienta, mas é o Espírito quem convence. Contudo, um sacerdote pode ouvir sem compromisso os pecados de suas ovelhas, mas apenas em caráter de aconselhamento e, como autoridade espiritual, ensinar e orientar o pecador usando a Palavra, pois a confissão é para Deus e o perdão vem somente Dele. “Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade…”. (Esdras 10: 11). Assim como não oramos para o sacerdote não nos confessamos a ele, pois a confissão é feita através de oração e compartilham o mesmo caráter e o mesmo propósito de petição. “Volve-te, pois, para a oração de teu servo, e para a sua súplica, ó SENHOR meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti”. (I Reis 8 :  28). “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. (Mateus 6: 6). De nada adianta se confessar ao sacerdote e não ter verdadeiro arrependimento, pois ele não saberá. Ninguém sonda o coração do homem senão Deus. “Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o SENHOR sonda os corações”. (Provérbios 21: 2). “…Porque esquadrinha o SENHOR todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos…”. (I Crônicas 28: 9).

Hoje devemos nos confessar ao Espírito Santo que nos foi dado por Deus através de Jesus. É Ele quem intercede por nós. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. (Romanos 8: 26). O conceito de que devemos nos confessar obrigatoriamente a um sacerdote surgiu na igreja romana por dois motivos que se correlacionam, sendo um conveniente ao homem e o outro á igreja. O primeiro motivo é devido a pouca fé das pessoas que faz com que não acreditem naquilo que não conseguem ver, causando a ilusão de que é necessário ver para quem estão se confessando. O fato de não verem o Espírito de Deus faz com que não creiam em Sua presença. Ora, o mundo espiritual não se vê com os olhos, mas se sente com o coração. “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. (Romanos 10: 10). O segundo motivo ocorre pelo desejo da igreja de ganhar a fidelidade do povo, de cativar fiéis, pois a ilusão de que há necessidade de se confessar para um sacerdote causa no pecador uma dependência psicológica da igreja, os mantendo não só fiéis, mas sob o controle do clero, tendo em vista que o ato da confissão proporciona uma excelente oportunidade para o sacerdote reforçar a doutrina da igreja.

A promessa de Jesus em João 16: 8 testifica que profetas seriam levantados para a edificação da Sua igreja, e de fato há bastante tempo o dom da profecia está presente naquelas que seguem rigorosamente a bíblia, onde os cristãos são ungidos pelo Espírito Santo. Contudo, existem muitos charlatões que se aproveitam disso, como Jesus também previu. “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. (Mateus 7: 15). Jesus se referiu não só àqueles que, se dizendo cristãos, mentem em forma de profecias para arrecadar doações, Ele falava também dos adivinhos, como Nostradamus e outros hereges, os quais muitas vezes erram por fazerem previsões e adivinhações influenciadas por maus espíritos em vez de profecias vindas do Espírito Santo. “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores”. (Atos 16: 16). Podemos então comprovar biblicamente que a profecia verdadeira não só existiu durante o velho testamento. Nada a impede de existir ainda nos dias de hoje, pelo contrário, se o Espírito Santo está em nós e Cristo disse que Ele nos anuncia o que há de vir, somos capazes de proferir profecias mediante a Sua manifestação em nós, que ocorre somente naqueles escolhidos de Deus que vivem segundo a Palavra.

Aqueles que procuram Deus nos homens, fazem isso porque se julgam inferiores aos sacerdotes, por estes serem cultos e estudados. Entretanto existem ainda hoje milhares de missionários e evangelistas analfabetos que cativam multidões com a sabedoria que lhes é dada pelo Espírito Santo. Ora, ser culto e estudado nada tem a ver com ter intimidade com Deus. Um sacerdote pode muito bem ter estudado a vida inteira, mas, e se ele estudou a doutrina da igreja em vez da verdade bíblica? Não se pode ir pela cabeça dos outros nem que eles se digam “homens de Deus”, pois Deus já deixou Sua palavra escrita justamente para isso, Ele deixou também o Espírito Santo na terra para nos convencer da justiça da verdade e do juízo (João 16: 7 e 8).

Se todos os papas forem herdeiros da promessa que Jesus fez a Simão Pedro, então as chaves dos céus teriam que ser divididas entre todos eles e todos teriam o poder de ligar coisas que os papas anteriores haviam desligado e desligar o que haviam ligado, isso causaria uma bagunça, a qual não ocorreria se a promessa fosse exclusiva a Pedro, e de fato ela é, pois nenhuma referência há, em toda a Palavra de Deus, que afirma, ou sequer dê a entender, que Pedro teria sucessores. Todavia sucessores foram escolhidos por homens em virtude da necessidade que a igreja romana teve de ficar no controle através da centralização do cristianismo. Não é pelo homem, mas pelo Espírito Santo, que ficou na terra após a partida de Cristo, que os sacerdotes e profetas são levantados. “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. (Atos 20: 28).

Na bíblia encontramos inúmeros exemplos de homens que a principio não queriam servir a Deus e mesmo assim tornaram-se vasos cheios do Espírito Santo, como é o caso do profeta Jeremias, portanto um bispo não é constituído a partir da escolha de quem é capacitado, mas é o próprio Deus quem capacita os escolhidos. Não é preciso anos de preparação e de estudo, quando Deus quer Ele é capaz de transformar tolos em sábios.

Talvez, a maior fonte dos erros hoje em dia seja o fato de que a maioria dos cristãos, católicos e protestantes, se alimenta espiritualmente mais com as pregações que ouve do que com a própria Palavra de Deus. Todavia todos sabem que isso acontece com muito mais freqüência entre os católicos, já que a igreja protestante obriga os fieis a lerem a bíblia, tanto que a utilizam obrigatoriamente em seus cultos, os quais são desenvolvidos inteiramente em cima dela, pois o pastor e os fiéis não lêem nada além do que a bíblia durante o culto. No culto protestante não há programação, não há rotina, a pregação é feita mediante a direção exclusiva do Espírito Santo.

A única coisa que o pastor faz antes do culto é orar pedindo a Deus inspiração e direção sobre que passagens pregar para aquele determinado culto. O Espírito Santo então revela ao pastor o que dizer, de acordo com o que Deus gostaria de dizer para aquele publica em especifico. Às vezes, quando o pastor prepara com antecedência o assunto a ser pregado, pode acontecer de durante o culto o Espírito Santo trabalhe no pastor revelando outro assunto que Deus julgue ser mais adequado para aquele publico naquele momento. Isso ocorre para a edificação da fé da igreja, pois dá liberdade ao Espírito Santo para que a vontade de Deus seja cumprida e não a vontade do homem que não pode saber o que o povo precisa escutar naquela hora. Alguns homens, talvez por não confiarem no poder de Deus, teimam em preparar com meses de antecedência uma programação para todos os dias da semana, como acontece no catolicismo.

Escutar os pastores e padres e não buscar na Palavra (bíblia) a testificação daquilo que escutam é um erro grave que pode levar ao engano. Muitos fieis são mais fieis a igreja do que a Deus, pois crêem piamente na interpretação de seus sacerdotes, geralmente por preguiça ou por falta de tempo para ler e estudar os ensinamentos, já que é mais fácil ouvir do que ler. Isso é devido à tendência humana de usar o caminho mais fácil, o caminho mais largo, o que caracteriza neste caso a falta de dedicação às coisas de Deus. Não digo que não devemos ouvir, pois o Senhor realmente usa os Seus sacerdotes, contudo, aquele que não vigia constantemente pode pregar de acordo com a interpretação carnal da Palavra, ou seja, manipula a Palavra por interesse próprio ainda que de maneira inconsciente e sutil, desviando assim a mensagem da bíblia. Como não podemos saber quem são os que vigiam ou os que em verdade temem a Deus, o que se deve fazer é estudar em casa sobre o que foi pregado na igreja e orar para que Deus testifique em nosso coração a verdade a respeito do que foi pregado.

Outro perigo referente a pregação da Palavra ocorre no catolicismo. O fato de que os padres precisam obedecer a doutrina da igreja os deixa limitados, não permitindo que o Espírito Santo fale livremente como ocorre nos templos protestantes e nos judaicos, onde não existe culto programado e, como dito antes, a pregação pode tomar rumos inesperados de acordo com a mensagem que Deus tem para aqueles fiéis naquele momento. Todo sacerdote deve pregar de acordo com o Deus coloca em seu coração naquele instante e não de acordo com roteiros preestabelecidos. Quando esta liberdade é negada ao Espírito de Deus, como ocorre nas missas católicas, o Espírito Santo passa a se manifestar também de forma limitada, o que dificulta que Ele manifeste Seus dons nos católicos, com exceção dos católicos carismáticos, que já são mais abertos para os dons do Espírito, como o de orar em línguas estranhas.

Deus não segue cronogramas nem programações, Ele tende a surpreender o cristão para que este sinta que é realmente Ele quem está presente. Por isso, não há como planejar com antecedência nem programar o conteúdo exato quando Ele quer falar. A forma equivocada de transformar o mover da Palavra de Deus em uma liturgia, um ritual, algo rítmico e rotineiro, que torna necessário um jornalzinho (liturgia diária) para acompanhar a missa em vez da própria bíblia, acaba fazendo com que não haja espaço para o Seu livre agir. Esse jornalzinho prejudica a intimidade que o cristão precisa ter com a bíblia, pois ele faz com se perca o hábito de folheá-la e manuseá-la, e ainda pode causar a impressão de que tudo o que se precisa saber sobre a bíblia é o que o clero escreve em sua liturgia. Não existe liberdade espiritual em basear um culto, no caso uma missa, em uma ordem seqüencial preestabelecida, pois se Deus estivesse com a intenção de revelar naquele momento outra mensagem, dentro da Sua Palavra, desistiria.

Engano: O sacerdote não pode se casar e ter família (Timóteo 3)

que más interpretações feitas por sacerdotes despreparados ou por doutrinas alienadas não prejudiquem ou desvirtuem a compreensão de suas informações.

O Sacerdócio

Engano: A pedra sobre a qual Jesus falou que edificaria Sua igreja não é Pedro, mas o que Pedro revelou ao ser ungido pelo Espírito de Deus. “E Simão Pedro, respondendo, disse:  Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe:  Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 16: 16,17). Percebe-se então que a pedra fundamental da igreja de Cristo não é o homem, mas a revelação de que Jesus é o filho de Deus, pois sem tal revelação não há igreja, mas sem Pedro a igreja continua.

Pedro foi o instrumento de Deus para esta revelação e por isso Jesus o escolheu para estabelecer Sua igreja sobre o que lhe havia sido revelado, Jesus o escolheu por ser um homem usado pelo Espírito Santo. Contudo, mesmo um homem usado por Deus pode ser guiado pela carne e desta forma ser também usado pelo Inimigo. Isso aconteceu com Pedro pouco tempo depois de ter recebido tamanha graça por ser o instrumento da revelação de Deus, Pedro caiu em erro. “E Pedro, tomando Jesus de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Jesus, porém, voltando-se, disse a Pedro:  Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”. (Mateus 16: 22,23). Isto é uma das provas bíblicas que mostra que mesmo alguém escolhido e usado por Deus está sujeito ao erro. Sendo assim, homem nenhum é irrepreensível, nem mesmo o Papa. “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre”. (Hebreus 7: 28).

Pedro foi repreendido tanto por Jesus, como vimos acima, quanto por Paulo (Gálatas 2).

O Papa goza de tão alta posição que, no Vaticano, ele se assenta sobre um trono, o que é uma característica típica de reis e de Deus: Deus reina sobre os gentios; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Salmos 47: 8). “Tu, SENHOR, permaneces eternamente, e o teu trono subsiste de geração em geração.” (Lamentações 5: 19). Deus subsiste de geração em geração e não o Papa, pois Pedro não subsistiu, nem para o seu cargo de liderança houveram sucessores. “O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.” (Salmos 103: 19). O reino de Deus domina sobre tudo e não a igreja! Todavia, os domínios da igreja católica se ramificam sobre todas as nações e as influenciam.  “Mas, do Filho, diz: O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.” (Hebreus 1: 8). O único trono que deve subsistir eternamente é o do Filho, Jesus Cristo. “Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.” (Lucas 1: 32). Nenhum homem jamais se assentou em trono dentro do templo de Deus, no tabernáculo, nem no templo de Deus erguido por Salomão, sequer havia um trono, para que o sacerdote não se assentasse e se engrandecesse.

O Papa é também pecador e cometer erros, como pode ser irrepreensível? “Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados; E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados; pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados. (Hebreus 5: 1 a 3).

De acordo com a palavra no final do capitulo sete do livro de Hebreus, apenas Jesus Cristo é o sumo sacerdote santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus, que pode salvar e vive sempre para interceder. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. E, na verdade, aqueles (sacerdotes humanos) foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este (Jesus), porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Vemos aqui, conforme diz a Palavra de Deus, que a morte impede os sacerdotes humanos de exercer um sacerdócio eterno, portanto a idéia do permanente sacerdócio papal não condiz com o que está dito na bíblia, pois segundo a caracteristica do papado, apesar de terem havido vários Papas todos eles exerceram o mesmo sacerdócio, sendo um a continuação do outro, o que um definiu os outros não podem mudar por causa do dogma católico que torna os papas infalíveis, ou seja, tudo o que dizem oficialmente não pode ser alterado ou extinto.

A igreja romana criou o conceito de Papa e diz que Pedro foi o primeiro deles tendo por base sua própria interpretação das palavras de Jesus quando Ele disse a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mateus 16: 18,19). O erro disso está na má interpretação da palavra “pedra”. Jesus se referiu não à pessoa de Pedro, mas à revelação que o Espírito Santo deu a ele: “Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 16: 17). Em muitas passagens da bíblia a palavra “pedra” se refere a Jesus. Pedro se referiu a Jesus como a Pedra (1 Pedro 2: 4).

Pedro foi de fato nomeado pessoalmente por Jesus, mas apenas para levantar a igreja Dele e isto indiretamente o fez líder dos cristãos judeus. Jesus chamou Pedro para edificar Sua igreja, porem quem o escolheu foi o próprio Deus por meio desta revelação dada pelo Espírito Santo. Pedro foi escolhido para levantar a igreja de Jesus e ele o fez com muita fé e dedicação ao estabelecer as diretrizes, os princípios e a conduta que a igreja deveria ter, isso depois de ter recebido o Espírito em pentecostes. Ele não morreu antes de ter cumprido a tarefa que lhe fora confiada. Depois de sua morte, Deus continuou levantando os sacerdotes e profetas através do Espírito Santo, quantos eram necessários para a continuidade de Sua obra, assim como fez no judaísmo desde o começo dos tempos. Falando nisso, o judaísmo começou a piorar quando os judeus começaram a escolher, nos 400 anos conhecidos como “o silêncio de Deus,” seus próprios representantes e líderes religiosos, a lei ainda era presente, mas era geralmente manipulada ou ignorada, como sempre foi. A história nos mostra a conseqüência disso, nos mostra em quê a igreja judaica se transformou, através da soberba, da arrogância e do que fizeram a Jesus; assim como também nos mostra, que as igrejas cristãs, especialmente a romana, trilha um caminho similar desde a idade média.

Talvez o maior engano em relação a existência do Papa seja a idéia de que a igreja católica é a mesma igreja cristã primitiva criada por Jesus e administrada por Pedro. Esse é o engano mais comum dos católicos. A igreja católica não é a mesma igreja de Pedro, pois não foi criada por ele e nem por nenhum dos apóstolos. Ela foi criada séculos depois da morte de todos eles e não foi criada por razoes cristãs, mas pelo Estado romano em decadência. A história prova que ela foi criada por pagãos romanos, os quais viram no cristianismo uma forma de levantar o império romano através da unificação do povo que estava em constante atrito com o estado, principalmente os cristãos, que ficava cada vez mais numerosos. O Estado romano pegou o cristianismo como idéia base e estabeleceu uma religião moldada nele, porém, como não podia desconsiderar as demais religiões presentes no império, pois se o fizesse haveriam revoltas e prejuízos incalculáveis, então o imperador Constantino unificou as religiões naquela que hoje conhecemos como “católica”, do grego “καθολικος” (lê-se: “katholikos”),que significa “geral” ou “universal”, portanto é uma religião geral.

Constantino criou, desta forma, a religião geral e proibiu a prática de todas as outras, inclusive do cristianismo primitivo. O povo teve então duas opções, abraçar esta religião católica ou serem marginalizados e perseguidos. Os cristãos, já cansados da marginalidade e vendo que a nova religião possuía quase que totalmente os conceitos cristãos, não perceberam o problema nisso e acabaram aceitando. As outras religiões teoricamente também aderiram ao catolicismo, porém não sem certa relutância. Foi então que o catolicismo, predominantemente cristão, passou a ser contaminado pelas idéias e práticas trazidas pelo paganismo. A maioria delas não procedeu, muitos pagãos continuaram a exercer sua fé de maneira oculta, mas isso não impediu que cristianismo primitivo sofresse desvios doutrinários. Tais desvios se firmavam e se agravavam à medida que a igreja católica ganhava território em virtude da catequização de outros povos pagãos, os quais eram conquistados e colonizados pelos reinos onde o catolicismo estava presente como religião principal. Tudo isso influenciou e desvirtuou o cristianismo primitivo. Vemos, portanto, que a idéia que muitos possuem em relação à igreja católica é a de que ela é uma continuação da igreja primitiva quando, podemos perceber que, na verdade, o que houve não foi uma continuação, mas uma substituição.

Por séculos e séculos o catolicismo vem se afirmando como a igreja fundada por Cristo e o povo compactua com isso, ou por ignorância, ou por medo de reconhecer que foi enganado por tanto tempo, medo de reconhecer que aquilo em que acreditou toda a sua vida não passe de um engano. Pense bem, será que Pedro, ou os outros discípulos, concordariam com as guerras santas? Com as cruzadas? Com a santa inquisição? Com a venda de indulgências? Principalmente, com a adoração de imagens? Enfim, com todos os pecados da igreja católica? Não estou aqui sendo apenas contra a igreja católica, não tenho nada contra a religião em si, mas contra os erros contidos nela. Se eles se consertassem e pregassem apenas o que está na bíblia eu até poderia voltar a ser católico, sem problemas, apesar de eu acreditar que todos devemos ser cristãos, independente de nossa bandeira religiosa, devemos seguir e obedecer a Cristo e não à igreja alguma.
Pedro também não concordaria com muitas atitudes e doutrinas das igrejas protestantes que pregam o dízimo atribuindo maldição a quem não o pratica, dando a ele força de lei mesmo depois da graça de Jesus ter vindo substituir a lei, mesmo sendo a lei do dizimo criada apenas para os judeus. Pedro não concordaria com picuinhas doutrinarias de muitos protestantes, que mais promovem dissensões entre os cristãos do que a edificação da fé em Jesus Cristo. Também não concordaria com a idolatria que muitos protestantes têm em relação a pastores e cantores de música gospel. Ambas as religiões pecam, todavia os pecados das igrejas protestantes são menores, pois o protestantismo não alicia pecados na forma de dogmas, como faz o catolicismo, que cria dogmas como os dogmas marianos que atribuem a um ser humano, Maria, a divindade. Esse é o pior pecado, pois incentiva a idolatria e adoração de imagens, atitude completamente abominada por Deus, pois é contrária ao primeiro e mais importante mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas. Muitos católicos dizem amar a Deus sobre os santos, todos amam a Deus, o problema é que muitos recorrem a Maria e aos santos quando sofrem provações, em seus corações e mentes são estes que estão em primeiro lugar, pois são seus nomes que surgem na mente e nos lábios assim que há um problema.

Hoje a igreja católica diz que foi utilizado o termo “geral” porque englobou, de modo geral, todas as igrejas cristãs, incluindo as da Ásia, estabelecidas pelo apostolo Paulo, como as de Éfeso, de Corinto, de Gálata, etc. Todavia os fatos históricos mostram que o termo “geral” não se aplicou por causa de unificação das igrejas cristãs, mas pela unificação das religiões do império romano. É por esse motivo que podemos perceber práticas pagãs no catolicismo, como a adoração de imagens e o politeísmo, ou seja, a idolatria de vários seres com características divinas, no caso, os santos católicos.

Deus não precisa da ajuda do homem e por isso não é o homem que levanta os sacerdotes para Deus, mas o próprio Espírito Santo. Para saber se alguém é ou não levantado por Deus é imperativo confrontar o que a pessoa prega com o que está escrito na palavra de Deus e por isso é também imperativo que todos leiam a palavra e a conheçam verdadeiramente “Errais não conhecendo as escrituras”. (Mateus 22: 29). Jesus falou isso diretamente aos mestres religiosos, e se os mestres não conhecem aquele que não lê (indouto) conhece menos ainda. Não existe escola para se tornar ministro do Evangelho já que é um chamado, um dom vindo de Deus. As escolas criadas pelo homem somente servem para imputar as doutrinas e comportamentos desenvolvidos pela igreja na mente dos que desejam seguir Jesus. O sacerdócio não é apenas um chamado, mas uma escolha feita por Deus. “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. (Mateus 20: 16 e 22: 14). Quando Deus escolhe alguém Ele mesmo o capacita, como aconteceu diversas vezes com personagens bíblicos rebeldes que acabaram se tornando grandes profetas e sacerdotes pelo poder o Espírito Santo, como Jeremias e Paulo. “… Fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder”. (Efésios 3: 7). “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”. (1 Pedro 1: 12).